IPTU, condomínio, localização, fiador… há uma série de fatores para se levar em conta ao escolher um imóvel para alugar. Aplicativos e sites estão aí para te ajudar a economizar tempo e, consequentemente, dinheiro nessa missão. Então vale considerar as dicas de quem está nos bastidores destes serviços online para fazer um bom negócio na hora de alugar um imóvel. Confira também as respostas do Letras & Lucros às dúvidas dos leitores sobre aluguel.

Fiador, seguro-fiança ou depósito
Conseguir a garantia de pagamento do aluguel, seja por meio de um fiador, seguro-fiança ou cheque caução com o adiantamento de alguns meses de aluguel, costuma ser uma grande preocupação de quem planeja alugar e dos proprietários.

“Eu tenho um custo direto grande, no caso do seguro fiança, que tem um preço muito elevado, ou o custo de deixar um dinheiro travado no caso do cheque caução. Quanto ao fiador, é um custo mais emocional e menos democrático”, compara João Gonçalves, diretor de Marketing do QuintoAndar . “Mas tem um custo em qualquer uma dessas garantias, que é muito alto e é o custo da burocracia”, observa.

Uma pesquisa feita pelo Grupo ZAP com mais de 3.500 usuários dos portais ZAP Imóveis e VivaReal, mostra que o depósito de alguns meses de aluguel adiantados, ou caução, é a forma de garantia preferida por 41% das pessoas que buscaram imóveis nos últimos três meses em seus sites e aplicativos. A negociação sem garantia, diretamente com o proprietário, é a segunda opção dos futuros inquilinos, a escolha do fiador vem em terceiro lugar (21%) e o segundo fiança em quarto (8%).

Criado em 2013, o Quinto Andar se popularizou justamente por eliminar a burocracia e a necessidade de fiador, caução ou seguro fiança para quem quer alugar. No início de fevereiro a empresa chegou a Curitiba e hoje está em 17 cidades do país. Para o proprietário, a vantagem é que a própria empresa garante o pagamento do aluguel em caso de inadimplência e que ele conta com um seguro de até R$ 50 mil para cobrir danos graves ao imóvel. Em contrapartida ele paga o primeiro aluguel e uma taxa mensal de 5,5% a 8% do aluguel ao serviço.

Custo de vida
O estudo do Grupo ZAP também mostra que 60% dos usuários já alugaram imóveis antes. Um dos principais motivos para mudar de casa é ficar mais perto do trabalho. Outras razões incluem transferência de trabalho para outra cidade ou estado (15%), casar ou ir morar junto (15%), buscar um bairro mais seguro (14%), com mais transporte público (11%) e, finalmente, sair da casa dos pais buscando a independência (10%).

“Talvez valha a pena morar um pouco mais perto do trabalho porque você tem economiza de passagem ou combustível”, afirma Debora Seabra, economista do Grupo ZAP, que conta com os aplicativos ZAP e VivaReal. Ela alerta que é importante calcular o custo de vida do local escolhido já que em alguns bairros o supermercado e outros serviços são mais caros e a pessoa vai ter que se deslocar mais para encontrar serviços que caibam no bolso. Uma dica para pesquisar o custo de vida de um local, além de perguntar ao corretor, é usar o Google Maps, que destaca estabelecimentos mais próximos do local que você procura para fazer uma pesquisa de preços online ou por telefone.

Filtros de busca
Pensar muito bem em tudo o que deseja na hora de escolher um imóvel e passar um tempinho explorando os filtros de busca dos sites de imóveis é um passo importante. Nesse sentido, os apps têm ampliado cada vez mais as opções de busca dos usuários. Morar bem tem um significado diferente para cada pessoa o que pode representar um lugar bem decorado, uma construção mais recente ou a infraestrutura do bairro, por exemplo.

“É importante aceitar pet, ter uma academia moderna, uma localização perto do metrô ou perto da escola das crianças, se tiver filhos? No QuintoAndar você consegue filtrar a oferta de acordo com esses quesitos”, observa Gonçalves. Nessa linha, por exemplo, o VivaReal inseriu recentemente um filtro para imóveis do programa Minha casa, Minha vida, neste caso para venda.

Reajuste
O aluguel está sempre sujeito a um reajuste anual, que geralmente é feito com base do IGP-M (índice Geral de Preços do Mercado), que ficou conhecido como o “índice do aluguel”. Mas tem como negociar essa atualização? A economista do Grupo ZAP, aconselha ao inquilino negociar qual o melhor índice de reajuste já que alguns contratos colocam a opção de mais de um índice. “Nesse caso, por exemplo, se o IGP-M não aumentar, o reajuste vai ser pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), para que se force um reajuste que é a compensação pela inflação”.

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