Que atire a primeira pedra quem nunca recorreu a uma “parcelinha” pra fazer caber um item desejado ou uma viagem dos sonhos no bolso. Comprar um produto ou serviço e empurrar parte da conta pro mês seguinte é uma atitude bastante comum entre os brasileiros. Mas, muitas vezes, o parcelamento pode acabar saindo do controle e virar um pesadelo.

Em março, uma pesquisa do aplicativo de educação financeira  Guiabolso com 278 mil usuários apontou que um a cada cinco tinha ao menos uma parcela para pagar naquele mês. Entre esses consumidores, um terço (31%) tinha pelo menos 51% da renda comprometida com parcelas.

“Deixar uma ou outra parcela para os meses seguintes pode ajudar a antecipar uma compra, mas é importante administrar os efeitos”, diz o diretor de produto e tecnologia do Guiabolso, Julio Duram. “O principal deles é lembrar que o mês nem começou e já tenho uma dívida que vem lá de trás. É como se o bolo chegasse já faltando uma fatia”, compara. Ainda segundo a pesquisa, 17% dos consumidores só terminariam de pagar suas parcelas depois de 50 meses.

Cuidado com os juros

O perigo de comprometer uma parte muito grande da renda com parcelamento é perder o controle e se endividar em modalidades caras de crédito, como o cheque especial (aquele limite extra da conta) ou o rotativo do cartão, caso você não consiga pagar a fatura toda. As duas linhas cobram juros próximos de 300% ao ano.

Assim, para os casos extremos em que quase toda a renda está comprometida, uma saída pode ser recorrer a uma linha de crédito mais barata. “Posso tentar sair de uma bola de neve renegociando o valor das parcelas, procurando uma opção de empréstimo com mais tempo pra pagar e mudando a rotina de gastos”, sugere Duram, do GuiaBolso.

Mas a lição de casa é controlar o orçamento para não deixar chegar a esse ponto. Segundo especialistas, as parcelas não devem comprometer mais de 20% da renda. Fique ligado!

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