Bateria acabando, aparelho travando, falta de espaço para as fotos. Estes são alguns sinais de que o smartphone, nosso companheiro inseparável, já não está mais dando conta do recado. Na hora de pesquisar um novo, no entanto, os preços assustam, principalmente para quem procura um modelo topo de linha. No Brasil, um iPhone ou um Galaxy S da última geração custam pelo menos R$ 5 mil.

Os preços têm feito com que o brasileiro, que trocava de aparelho a cada 18 meses, segurasse a onda. João de Souza Júnior, Diretor de Supply Chain da Pitzi, startup especializada em proteção e seguro de celulares, conta que nos últimos dois anos, o tempo de troca vem subindo para mais de 24 meses. “É uma tendência global. Nos Estados Unidos, esse número passou de 25 para 32 meses no mesmo período”, compara.

Então será que você realmente precisa trocar seu aparelho diante da tentação dos novos modelos ou dá para esperar um pouco enquanto faz sua ‘poupança smartphone’? E depois de comprar o sonhado e caríssimo modelo novo, como fazer para que ele dure mais tempo? Veja aqui algumas dicas simples e valiosas de especialistas para fazer valer o investimento no aparelho.

Quando é hora de trocar o smartphone?
Com o passar do tempo, o smartphone sofre um desgaste natural dos componentes como memória, espaço de armazenamento e, especialmente, a bateria. “Este é o primeiro componente que você costuma sentir um desgaste maior é a maioria. No começo ela dura quase dois dias depois vai reduzindo a capacidade até o momento em que você carrega a bateria mais de duas vezes por dia”, compara Samir Vani, country manager da MediaTek, fabricante de chips para produtos como smartphones, TVs, roteadores e assistentes virtuais. Ele mesmo conta que a bateria de seu aparelho anterior acabava ao meio-dia.

A bateria tem uma duração determinada por ciclos. “Os fabricantes falam que existe uma média de 1 mil ciclos por bateria. Então, se você carregar duas vezes por dia por um ano já se foram 700 ciclos”, explica o professor Eliney Sabino, doutor em Engenharia Elétrica e coordenador dos cursos de tecnologia do Centro Universitário Facens.

Outros componentes como a memória RAM e a de armazenamento também vão ficando obsoletos com o tempo. “Silenciosamente, os aplicativos vão exigindo mais poder de performance – de processamento e memória – do aparelho”, lembra Samir Vani. O resultado, em dois anos e meio, pode ser um sistema mais lento ou que trave de vez em quando. “Dependendo do perfil do usuário a lentidão pode não ser um problema. Mas faz diferença para quem precisa trabalhar intensamente com o aparelho ou para um gamer um que exige mais performance”, observa o executivo.

Já a memória de armazenamento, que guardar suas fotos, músicas, aplicativos e o sistema operacional, vai fazer falta quando você for tirar uma foto ou baixar uma música e o aparelho acusar falta de espaço. A saída nesse caso é usar a nuvem, e isso está ligado ao plano de internet que você tem – quanto mais arquivos você acessar na nuvem mais dados vai consumir.

Como fazer o smartphone durar mais tempo?
Algumas mudanças no uso que a gente faz do smartphone ajudam bastante a preservá-lo. A primeira dica do professor Eliney é não carregar a bateria antes dos 10% ou até 5% de carga para não desperdiçar os ciclos de carregamento. Então controle a ansiedade e não corra atrás do carregador quando o aparelho estiver com 50% ou 30% de carga.

O superaquecimento da bateria é o que gera o maior desgaste no componente e ainda pode ser perigoso. As dicas para evitar o aumento da temperatura são evitar que o aparelho fique muito tempo ligado ao carregador, não colocar o smartphone embaixo do travesseiro ou no painel do carro exposto ao sol e evitar quedas ou choques no aparelho. “É importante observar se a bateria está estufada ou se o aparelho começa a aquecer acima da média normal. As vezes o aparelho está bem lacrado, a bateria estufa e você não percebe, mas o superaquecimento também pode sinalizar um risco de explosão”, alerta o professor.

Ao escolher um carregador, a recomendação é procurar um original do fabricante ou de um fornecedor homologado porque o barato pode dar dor de cabeça. “A voltagem ou corrente errada vai reduzir a duração da bateria”, explica Eliney.

Para ganhar espaço de armazenamento Samir recomenda aplicativos de limpeza para eliminar tarefas que estão rodando em paralelo sem você se dar conta. “Isso também ajuda a consumir menos bateria e te dar um uso pleno do que você tem na mão”, ele afirma. Os próprios sistemas operacionais já têm recursos para limpeza da memória temporária e de aplicativos que você não usa.

A capinha do celular é item obrigatório segundo os técnicos. “De forma geral, o consumidor que utiliza capinhas e películas, e evita expor o dispositivo a umidade e calor excessivos, acaba conseguindo não só prolongar a vida útil do seu aparelho, mas também um bom valor na hora de revendê-lo”, nota João, da Pitzi.

Vale a pena trocar os componentes?
A opção pela troca de uma bateria depende do uso do aparelho. Se você trabalha o dia todo na rua talvez esse seja o principal item para fazer uma troca. Outra saída é usar um carregador externo (power bank) ou buscar capinhas com carregador.

Samir estima que uma nova bateria tenha uma duração de cerca de um ano em um aparelho mais antigo. “Para quem não precisa de tanta performance trocar a bateria é uma boa solução”, ele afirma.

João ressalta que a troca da bateria pode valer a pena especialmente para modelos intermediários ou superiores, nos quais os custos da substituição são relativamente baratos em relação ao valor do smartphone.

O professor Eliney reforça que é imprescindível fazer a troca por uma bateria original do fabricante. “Outro motivo de superaquecimento dos aparelhos é o uso de baterias não homologadas”, alerta.

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