Ficar sem celular por razões como furto, roubo ou dano é o maior transtorno. Tendo em vista que os aparelhos estão cada vez mais caros – hoje um modelo topo de linha chega a custar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil reais –, além da dor de cabeça de ficar desconectado, o prejuízo é considerável.

Fatores como estes estão aumentando a procura por serviços de seguro especializados nestes dispositivos. Segundo dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o número de aparelhos segurados no Brasil cresceu de 2,5 milhões para 4,5 milhões no fim do ano passado. O volume, no entanto, ainda é baixo em relação aos 230 milhões de celulares ativos no país, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.

“No Japão 90% dos celulares são protegidos. Eles têm uma cultura de proteção de bens e aqui ela existe para o segmento de auto, mas não para o celular” compara Sheynna Hakim, vice-presidente de produtos da Pitzi, empresa especializada em seguros para dispositivos móveis que atua desde 2012 com reparos e há um ano e meio em parceria com seguradoras tradicionais na proteção contra furto e roubo.

A falta de clareza sobre a cobertura do seguro do aparelho e a relação entre custo e benefício são as principais barreiras que as startups desse setor, as insurtechs, querem eliminar. “A linguagem do ‘segurês’ fala do furto qualificado, do furto simples, mas é importante o consumidor observar se aquela oferta de seguro é um produto completo que cobre qualquer tipo de furto ou roubo, por exemplo”, aconselha a executiva.

A tecnologia é o diferencial das insurtechs na identificação dos riscos do cliente para a precificação do seguro, no atendimento 100% online e na agilidade para repor o aparelho após o sinistro. Sabendo quais os aparelhos mais visados por assaltantes e aqueles que costumam sofrer algum dano depois de determinado tempo fica mais fácil para as empresas calcularem um estoque para reposição rápida.

Ao acionar o seguro contra furto, roubo ou dano de uma das seguradoras parceiras da Pitzi, o consumidor que tiver sido vítima de furto recebe outro aparelho. Se o modelo for mais antigo e não estiver disponível, é enviada uma versão superior. “O que a seguradora faz é reembolsar o valor da Nota Fiscal da época”, compara Sheynna.

O mesmo vale para a cobertura de danos como uma tela quebrada – problema mais frequente nos smartphones segurados segundo a empresa. O cliente envia o aparelho gratuitamente em uma agência dos Correios e recebe outro de volta.

A BemMaisSeguro atua desde 2014 oferecendo proteção para smartphones com até 18 meses de uso a partir da compra do aparelho. Sua logística para reparos de aparelhos também é feita pelos Correios e o aparelho novo pode chegar em 2 dias úteis, dependendo da região. Nos bastidores, a empresa mantém um estoque próprio de aparelhos para acelerar a reposição.

É legal observar que o seguro para celular não vale somente para aquele smartphone topo de linha que muitos consumidores pagam em diversas parcelas. Um levantamento da Pitzi mostra que modelos intermediários e mais acessíveis estavam no topo da lista dos dez aparelhos mais segurados pela empresa no ano passado.

Custo e benefício
Em geral o custo anual do seguro para celular representa em torno de 20% a 30% do valor do aparelho E não se esqueça da franquia. Assim como no sinistro do carro, se você teve o aparelho furtado ou danificado, deve pagar uma franquia. Em geral, quanto maior a franquia menor a anuidade do seguro e vice-versa.

Pascoal Carrazzone, diretor de marketing da BemMaisSeguro, explica que a grande sacada está na combinação do custo do seguro e do custo da franquia, que não deve ultrapassar 40% do valor do aparelho. Ele conta que o seguro de aparelho mais vendido pela empresa no último mês foi para o iPhone 8 de 64GB,  cuja cobertura custa R$ 624 no primeiro ano – 13% do valor do bem. A franquia, em geral, é equivalente a 25% do valor do aparelho. “Essa é a equação que o consumidor tem que fazer”, afirma.

Vale comparar também o valor da franquia para a manutenção do aparelho segurado em relação a um reparo na assistência técnica. Sheynna dá o exemplo da franquia para a troca de uma tela que pode custar 800 reais para um segurado, enquanto o mesmo reparo fora do seguro costuma sair por 1.500 reais. “Além disso, a experiência de ir a uma assistência técnica pode não ser transparente e o consumidor corre o risco de ficar totalmente refém do serviço”, alerta a executiva.

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