A volatilidade de ativos como ações e câmbio neste período eleitoral tem gerado ansiedade no investidores. Os algoritmos dos robôs de investimentos confirmam que o volume de interações das pessoas perguntando sobre o rumo de seus investimentos aumentou nesse período.

Em linhas gerais, os robôs ou plataformas de investimentos usam algoritmos para identificar o perfil e os objetivos de cada investidor para montar uma carteira de ativos adequada ao projeto. Eles também identificam padrões e fazem operações de compra e venda automaticamente. Mas nesse processo sempre há humanos envolvidos. Na avaliação de três executivos destas plataformas de investimentos há sim muita preocupação dos brasileiros em períodos como este em que os ativos oscilam mais do que em um cenário previsível.

“Nessa hora, as pessoas precisam conversar um pouco”, observa Felipe Sotto-Maior, CEO da Vérios, notando que também há uma questão de comportamento no país. “O brasileiro compra mais risco do que ele tem estômago para segurar e, às vezes, quando o mercado dá uma chacoalhada, muita gente se assusta – ou quer fazer um resgate ou busca conversar”.

Felipe conta que as dúvidas não aparecem somente quando há uma queda na bolsa. “Quando você tem uma queda de preço do Tesouro Direto, por exemplo, mesmo sabendo que o valor final é definido, a pessoa precisa conversar novamente para ficar mais tranquila”, conta

O robô também ajuda a controlar decisões impetuosas que podem fazer com que o investidor perca dinheiro. “Por ser automatizado, o robô blinda o investidor contra uma decisão que seria momentânea, no calor da emoção, o que a gente sabe que é prejudicial para os investimentos”, diz Vinícius Maeda, diretor de consultoria de investimentos da Magnetis.

A dica dos especialistas é evitar grandes mudanças por conta do cenário político. Vinícius conta que, após o primeiro turno, alguns clientes perguntaram se valeria aumentar o nível de risco. Mas ele aconselha que só é hora de reavaliar a carteira, “se houver uma mudança estrutural no horizonte de investimentos, por exemplo de 15 anos para 2 anos, ou no momento de vida como sair do emprego para empreender”.

Outra dica é desapegar do rendimento do mês ou da semana. Tito Gusmão, CEO da Warren, nota que as pessoas não são preparadas para investimentos de renda variável, o que pode complicar em períodos de incerteza. “Com tanta volatilidade, o brasileiro fica com mais medo de investir”, ele diz.

Controlar o risco do cliente é uma preocupação constante destas plataformas. No caminho da diversificação para equilibrar as carteiras, uma das estratégias tem sido ampliar o acesso a mercados globais. Felipe, da Vérius, conta com investimentos atrelados ao dólar para equilibrar a carteira quando há uma alta na moeda. Já a Magnetis incluiu, recentemente, ações de empresas norte-americanas em seu portfólio.

Tito lembra que algumas variações também têm seu lado positivo. “Os momentos de queda deveriam ser comemorados porque você consegue comprar mais ações. É muito melhor entrar na loja em liquidação”, afirma.

Como os robôs ainda não conseguem prever o futuro, a tática das plataformas para acalmar os investidores é usar o lado humano, da educação financeira. “A gente observa as perguntas e faz um comunicado, um vídeo, um post e dispara para os clientes”, diz Felipe. “O que temos feito é educar o investidor de que, faça chuva ou faça sol ele tem seguir sua estratégia”, reforça Tito.

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Robôs de investimento driblam ansiedade no período eleitoral
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