À primeira vista, afirmar que seu principal rival pode se transformar num grande aliado soa como nonsense. No entanto, foi numa das áreas de maior competição humana, o mundo esportivo, que os estudos puderam comprovar essa teoria. Nos EUA, pesquisadores analisaram o desempenho de atletas das ligas de basquete, beisebol, hóquei e futebol americano e o levantamento mostrou que a disputa acirrada impulsiona a motivação e a performance. Um melhor resultado do time adversário num determinado ano levava a um rendimento superior da equipe na temporada seguinte.

A regra também vale para modalidades individuais: corredores de longa distância, como maratonas, costumam conquistar cerca de cinco segundos a mais de vantagem quando seus principais antagonistas estão na prova. O que há em comum entre esses atletas de ponta se aplica nas organizações: a concorrência respeitosa é capaz de expandir o potencial dos participantes.

Todos temos competidores no ambiente profissional: são os indivíduos ou grupos que nos mantêm motivados para trabalhar com maior afinco. Sua derrota é o reconhecimento de que estamos num patamar acima, por isso talvez seja a hora de deixar de encarar esses rivais como inimigos – sua existência pode ser o combustível de que necessitamos.

Esse tipo de relação tem algo de simbiótico (para quem esqueceu das aulas de biologia, simbiose é o que se poderia chamar de uma associação entre dois organismos de espécies diferentes). Trata-se de característica marcante para equipes que compartilham o mesmo universo e sua força vem do senso de pertencimento, que aguça o engajamento e a lealdade. Por mais que você acredite estar num voo solo, os outros serão seu melhor espelho para sair da zona de conforto e se aperfeiçoar continuamente.

 

 

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