O brasileiro retirou dinheiro da poupança em abril, período em que os saques superaram os depósitos em R$ 2,88 bilhões, segundo dados do Banco Central. Foi o maior volume líquido de saque para o mês desde abril de 2016.

Nos quatro primeiros meses deste ano, os saques ultrapassaram os depósitos em R$ 16,27 bilhões. No ano passado todo, a movimentação foi no sentido contrário, com depósitos acima das retiradas. O saldo ficou positivo em R$ 18,67 bilhões.

A grave crise econômica e o alto número de desempregados (13,4 milhões, segundo o último dado do IBGE) podem ser motivos para os sucessivos saques da poupança este ano. Mas há também outra possibilidade. Com a taxa de juros no menor patamar da história (6,5% ao ano), a poupança fica menos atrativa. A regra diz que sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança fica limitado a 70% da Selic mais TR (taxa referencial), que hoje é nula. Portanto, atualmente, a poupança rende 4,55%.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. Com a taxa Selic atualmente em 6,5% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 4,55% ao ano.

Quem é conservador, muitas vezes, tem medo de sair da poupança. Mas há opções seguras e que rendem bem mais do que a tradicional caderneta. Veja aqui três alternativas pra não ficar preso à poupança.

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