Ela rende menos do que outros investimentos também considerados seguros e conservadores. Mesmo assim, a poupança ainda é a queridinha dos brasileiros. Entre os consumidores que conseguiram poupar em abril, 65% escolheram a caderneta de poupança, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Um em cada quatro poupadores (25%) preferiu manter o dinheiro em casa e 20% deixaram a grana parada na conta corrente. Apenas 8% escolheram a previdência privada. E 7% investiram em títulos do Tesouro Direto.

Bom, deixar em casa ou na conta corrente não é uma boa porque o dinheiro não vai render nadinha. E colocar na poupança vai fazer com que essa rentabilidade seja menor do que em outros investimentos.

Poupança não é a melhor alternativa

Sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança fica limitado a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), calculada pelo Banco Central. Hoje, a TR está em 0% e a Selic, em 6,5%. Portanto, a poupança rende 4,55% ao ano (70% de 6,5%).

Onde investir?

Se você optar pelo Tesouro Selic, que também é um investimento de renda fixa extremamente seguro, vai ganhar 100% da taxa Selic. Perceba que neste momento não há motivo para manter o investimento na poupança; a não ser que você queira liquidez imediata, que precise sacar um dinheiro na boca do caixa. Agora, se você puder esperar um pouquinho mais já não compensa. O Tesouro Selic tem liquidez diária. Ou seja: leva só um dia útil para o dinheiro cair na sua conta. Não sabe como investir no Tesouro Direto? Veja o manual com o passo a passo que Letras & Lucros preparou pra você.

Outra opção mais rentável pode ser o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Mas aí tem que ficar muito ligado: os bancos grandes costumam oferecer CDBs com uma rentabilidade bem menor: de 70%, 80% do CDI. Já se você escolher um CDB de um emissor menor, a rentabilidade aumenta muito, podendo chegar a 120% do CDI. Para que seja um investimento seguro, fique atento ao limite de R$ 250 mil por CPF, garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Outra ressalva importante: o prazo. O CDB de longo prazo traz uma taxa de remuneração mais alta. Por outro lado, o investidor fica “preso” àquele investimento por um tempo maior. Para quem quer ter a opção de resgatar o dinheiro a qualquer momento, é melhor pegar um CDB com liquidez diária. Ou então um Fundo DI, que aplica, basicamente, em títulos públicos federais do Tesouro ou em títulos privados de baixo risco.

Em um Fundo DI, o investidor também pode resgatar o seu dinheiro quando quiser, sem comprometer a rentabilidade. Só que, pra valer a pena, a taxa de administração precisa ser baixa, de até 0,5% ao ano.

Está em dúvida de onde investir na Renda Fixa? Veja esse Recado da Mara

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