Bom dia! Tenho um financiamento imobiliário, atualmente com prestações de R$ 2.400,00 (SFH com redução de prestações). Nos próximos 30 meses, vou ter a possibilidade de dispor R$ 3.000,00 a R$ 3.500,00 por mês. Minha dúvida é se seria melhor fazer um Tesouro Direto neste período e depois fazer um aporte no financiamento para reduzir a dívida com redução de prazo ou do valor das prestações ou utilizar este valor mensal para amortizar a dívida junto à CEF? E o que é melhor, reduzir o prazo ou valor de prestação? Aguardo breve retorno. Obrigado, Luís Eduardo

Oi, Luís Eduardo!

Excelente pergunta! Abater parte de uma dívida geralmente significa pagar menos juros e ter mais tranquilidade. Mas você trouxe mais do que uma opção pra gente: juntar esse dinheiro todo mês, aplicar no Tesouro e só depois fazer a amortização ou então usar esse valor mensal pra amortizar a dívida junto à Caixa?

Pra ter essa resposta, Letras & Lucros conversou com Carolina Noronha, planejadora financeira certificada pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. Na avaliação da especialista, se considerarmos um possível aumento de taxa de juros, o investimento do valor pode trazer mais benefícios já que com taxas mais altas, o rendimento aumenta naturalmente em investimentos pós fixados, como LFT (título do Tesouro pós-fixado indexado ao CDI). Então, Eduardo, caso você decida investir no Tesouro precisa ficar de olho no prazo, mesmo sabendo que os títulos têm boa liquidez, caso você tenha alguma emergência e precise do dinheiro.

Agora, pra usar esse dinheiro pra amortizar a dívida, é importante que você não comprometa a reserva de emergência. Essa dica vale pra qualquer leitor do Letras & Lucros. É preciso deixar aplicado em um investimento com liquidez (que você possa resgatar quando quiser) um valor equivalente a no mínimo 6 meses da sua renda. Isso vai garantir que você tenha fôlego pra se sustentar diante de algum problema inesperado, como o desemprego, por exemplo.

“Se realmente a opção do investidor for quitar parte do financiamento com o valor acumulado no período dos 30 meses, deve-se analisar a situação como um todo para entender se é melhor diminuir o valor da parcela ou então diminuir a quantidade de parcelas. Mais uma vez, a análise passa pelo planejamento financeiro para determinar o que deixará o investidor mais confortável”, explica Carolina. Ou seja: é preciso ver se a parcela afeta muito no seu orçamento ou se você tem fôlego pra bancar essa parcela com tranquilidade. Se tiver, é interessante diminuir o número de parcelas e se livrar mais rápido da dívida. Mas, de novo: tem que ser uma decisão pensada, com base na sua realidade. Não tem uma fórmula que valha pra qualquer um, entende? Tem que fazer as contas pra ver o que é melhor pra você. 

 

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