Ola Mara, sou brasileiro, solteiro, tenho 36 anos e alguns anos atras, através do meu trabalho, tive uma oportunidade de morar fora do pais. Em 2007 me mudei pra Finlandia onde vivi por quase dois anos e depois fui transferido para Alemanha, onde resido atualmente No processo de transferência para Europa, foi necessário terminar meu vinculo empregatício e fazer uma declaração de saída definitiva do país perante a Receita (pelo fato de eu não ter mais que pagar impostos no Brasil). Ano passado resgatei meu FGTS através da embaixada do Brasil em Munique e agora tenho cerca de 50 mil reais na conta corrente no Brasil que gostaria de investir. Como ouço diariamente o seu podcast na CBN fiquei interessado em investir em tesouro direto, mais especificamente em NTN-Bs. Porém, após ler no site do tesouro nacional e consultar meu banco (Citibank), fiquei sabendo que como não tenho residência no Brasil não posso comprar títulos públicos. Meu objetivo é um investimento em longo prazo que me proteja da inflação e ofereça um retorno liquido em torno de 3-5% ao ano. Ainda acredito que a NTN-B seria a melhor opção, mas aparentemente não é possível no meu caso. Qual a sua recomendação? Algumas informações adicionais: - não tenho previsão de voltar ao Brasil nos próximos 10 anos e no momento, apesar de minhas despesas serem em euro, não tenho grande necessidade em utilizar esse dinheiro na Europa, ou seja não vejo necessário fazer um hedging. - tenho um empréstimo aqui a taxa 2,3% ao ano que deve ser quitado em 10 anos - caso haja uma considerável valorização do real perante ao euro nos próximos anos eu considero utilizar esse dinheiro no Brasil para comprar euros e amortizar meu financiamento aqui na Alemanha Agradeço desde ja a sua ajuda. Obrigado. Guilherme

Por Danylo Martins, para o Letras&Lucros | Colaborou Bruany Bianchi

Como você está na condição de não residente do Brasil, seus investimentos devem seguir as mesmas regras estabelecidas para investidores estrangeiros que residem fora do Brasil, explica Aquiles Feldman, sócio-diretor da Empírica Investimentos. "Para isso, você deve contratar uma instituição financeira que atue como representante legal; representante fiscal; e custodiante [de acordo com a Resolução CMN nº 2.689/00]", detalha.

Via de regra, a contratação desses serviços tem custo elevado, o que pode inviabilizar a realização de investimentos no montante pretendido. "Cabe observar que no exterior há fundos de investimento que investem no mercado brasileiro, o que pode ser uma opção diante dos custos envolvidos no investimento direto", destaca. Segundo Fabricio Tota, analista financeiro da corretora Socopa, é importante avaliar os custos para checar a partir de qual volume de investimento vale a pena fazer a operação.

Outra recomendação, diz Feldman, é procurar seu banco para regularizar a situação da sua conta corrente no Brasil. Em todo o caso, vale a pena consultar um escritório de advocacia, indica ele.