Considerando um investidor de perfil conservador, 68 anos, qual seria a carteira teoricamente ideal, excluindo aqui compras diretas no mercado acionário?
  • Oi, Rinaldi!

Vamos lá! A idade é um dos fatores que a gente deve considerar na hora de montar uma carteira. Pessoas mais jovens, geralmente, toleram mais riscos. Outro ponto importante é se esse investidor ainda trabalha ou se já está aposentado. Pela sua idade, não dá para ter certeza disso porque muita gente com 68 anos continua na ativa! E por que isso faz diferença? “Quando a pessoa ainda trabalha, ela não vive do rendimento. Quem vive de rendimento precisa ter mais cuidado mesmo com riscos porque por mais que ele tenha o anseio de aumentar a rentabilidade, o custo pode ser muito alto. Um impacto no capital principal pode derrubar o padrão de vida desse investidor”, explica Arnaldo Curvello, gestor da Ativa Investimentos.

Com tudo isso dito, a recomendação para você é ficar na Renda Fixa. Com o Tesouro Selic você garante 100% da Selic. Mas com CDB’s de bancos pequenos você consegue uma rentabilidade muito maior de até 120%, 125% do CDI. (Lembrando que o CDI se aproxima muito da Selic).  Com o CDB, o seu risco continua muito baixo porque é um investimento que tem com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O limite é de R$ 250.000,00 (já contando com os rendimentos) por CPF.

A outra sugestão do especialista traz um pouco mais de risco, mas ainda estaria dentro do seu perfil. “Ele pode conseguir 150% do CDI com produtos ligados ao crédito consignado, fundos com foco no crédito privado. Eles não têm a proteção do FGC, mas podem ter outras garantias, como carteira de recebíveis e isso diminui o risco”, explica Curvello.