Olá, Tenho 50 anos, atualmente não contribuo para o INSS (tenho 14 anos de contribuição), tenho renda de 2 mil reais sem nenhuma dívida, casa e carro quitados, não tenho filhos e meu marido tem uma condição financeira que nos dá uma certa tranquilidade. Porém futuramente quero ter uma renda sem depender dele e gostaria de saber se com as atuais mudanças da Previdência ainda vale a pena continuar a contribuir. E qual o valor pagar como autônomo? Penso também em aplicar em previdência privada, mas pelo que li o ideal é vgbl e optar por uma financeira, pois Bancos cobram taxas mais caras. Minha pergunta é: Devo continuar a contribuir com o INSS e qual o valor? Caso contrário qual o tipo de previdência privada e uma financeira idônea? Moro em BH e atualmente estou trabalhando. Obrigada, Simone
Simone,
Parabéns por pensar no seu futuro! Esse é o primeiro passo para garantir uma aposentadoria tranquila.

 

Para responder a sua dúvida, a equipe do Letras & Lucros conversou com a Letícia Camargo, planejadora financeira certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros).

 

A primeira ressalva que a gente faz é que contribuir com o INSS não é uma questão de escolha, mas uma obrigação. E isso não só para quem é CLT, mas também para os autônomos (vendedor, pintor, diarista etc) e para os profissionais liberais (médico, advogado, dentista etc). “Além disso, ser segurado do INSS tem vantagens que vão além da aposentadoria, como o auxílio-doença e a pensão por morte”, explica Letícia. Ela diz que você deve contribuir, mensalmente, com 20% da sua renda, ou seja: R$ 400,00.  

 

As regras atuais da Previdência continuam valendo porque a reforma ainda não foi aprovada. “Com o que está valendo hoje, as mulheres devem contribuir por 30 anos para se aposentar por tempo de contribuição ou ter 60 anos e ter contribuído por pelo menos 15 anos para se aposentar por idade. Mas há muitas variantes dessa regra geral. Por isso, sugiro que ela procure uma agência da Previdência Social ou se cadastre no ‘Meu INSS’ no site: https://www.inss.gov.br/ e confirme o tempo de contribuição para fazer uma simulação da aposentadoria”, orienta Letícia.

 

Agora, ainda falta um tempo para você se aposentar, né, Simone? E é bem provável que as regras mudem até lá. Por isso, seria importante fazer uma previdência complementar, isto é, uma previdência privada. “O VGBL é indicado para aqueles que efetuam sua declaração pelo modelo simplificado. Se este for o seu caso, é sim o mais adequado para você. Quanto à escolha do plano, procure aqueles que não cobram taxas de carregamento e que tenham baixas taxas de administração. As seguradoras independentes costumam ter produtos previdenciários mais competitivos que os bancos. Inclusive, várias corretoras independentes passaram a distribuir esses planos em suas plataformas online”, explica a planejadora financeira. Ela sugere ainda que você escolha um plano com renda vitalícia para garantir – até o fim da vida –  o complemento da aposentadoria.

 

É isso, Simone! Boa sorte com esse planejamento! Se tiver mais dúvidas, não hesite em escrever pra gente de novo =)
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