Olá! Tenho duas dúvidas: Tenho uma filha de 16 anos e estou pensando em começar a contribuir para a previdência para ela. Seria uma boa escolha ou deveria fazer outra aplicação? Qual é a melhor aplicação no prazo de três anos ou mais e até para o 13º salário? Obrigada! Cristina

Cristina,

Parabéns! Só pelas suas perguntas a gente percebe que vocês está preocupada com o seu futuro e da sua família.

Mas, vamos lá! Primeiro sobre o investimento que você quer fazer pra sua filha. A previdência pode ser uma boa escolha, sim. Letras & Lucros conversou com Márcio Wolter Filho, planejador financeiro certificado pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros). “A previdência privada pode ser uma opção interessante, principalmente se o fundo, caso o perfil seja conservador, entregue historicamente um retorno acima do CDI com oscilação mínima e, no caso de um multimercado (para investidor com perfil mais arrojado e horizonte de longo prazo), gere uma rentabilidade acima de 130% do CDI, sempre observando a solidez da gestora e da seguradora”, explica.

Uma das vantagens da previdência é que é muito fácil fazer os aportes. E você ainda pode conseguir benefícios fiscais. Para isso, é importante saber escolher entre o PGBL e o VGBL. Mara Luquet explica como saber qual é a melhor opção para você nesse  Recado da Mara

Sobre a tabela regressiva ou progressiva, o planejador financeiro explica que é preciso olhar o prazo. “Se imaginarmos que sua filha será bem sucedida, com uma boa renda tributável no futuro, e sem precisar do dinheiro nos próximos 10 anos, o modelo regressivo é o ideal”.

Outra opção é montar uma carteira de investimentos, com produtos como ETFs, títulos públicos, debêntures, ações e fundos diversos. “Aqui, novamente, deve-se respeitar o perfil, que é o quanto o ‘estômago aguenta’ de oscilação nos resultados financeiros. Com o tempo, é muito bom diversificar, juntando fundos de menor e maior risco na mesma carteira. Há uma infinidade destes produtos, por isso é importante se informar ou contar com o auxílio de um profissional”, avalia Márcio.

Agora vamos falar dos seus investimentos! CDBs de bancos menores podem ser bem atraentes. Fique atenta apenas ao limite de 250 mil reais por CPF garantido pelo FGC.“Supondo que seu perfil seja conservador, recomendo CDB ou LCI/LCA de bancos médios (que pagam melhores taxas) que ofereçam uma taxa de juros somados à inflação (IPCA). Quanto maior o período de carência, maior a rentabilidade prometida – não é difícil achar prazos de até 5 anos em corretoras de valores. Se pensarmos, por exemplo, numa LCI que pague 4% ao ano num cenário de inflação anual de 5%e com a taxa Selic baixa, como é o que está acontecendo e parece continuar nos próximos anos, facilmente este investimento entregará um resultado bem acima do CDI, e sem IR”, orienta. 

Com relação ao 13º salário, é importante verificar se você não vai precisar dessa quantia a curto prazo. Lembre que começo de ano é cheio de gastos (material escolar, IPVA, IPTU etc). Uma boa opção – para não deixar o dinheiro parado – é colocar em um investimento com liquidez, ou seja, algo fácil de resgatar. “Sugiro fundos de investimento de renda fixa, focados em crédito privado. Normalmente rendem mais de 105% do CDI e possuem uma liquidez alta, alguns entram no dia seguinte à solicitação de resgate”, diz o planejador financeiro.

 

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