Olá, meu nome é Ana, tenho 33 anos e meu marido 37 anos e estamos esperando a nossa primeira filha, a linda Beatriz! Atualmente não trabalho, pois meu marido e eu decidimos que era melhor e mais vantajoso para nós se eu cuidar da administração e manutenção da casa e também da nossa família e dos nossos investimentos. Essa parceria têm dado muito certo! Eu sempre fui muito disciplinada em tudo em minha vida, desde quando comecei a trabalhar, no momento em que abri a primeira conta salário eu já contratei um plano de previdência privada. Na época, como era muito jovem e não tinha experiência nenhuma de investimentos, aceitei a opção que o banco me indicou como sendo a mais indicada no meu caso. Meu marido já não é como eu e só começou a investir depois que nos casamos e eu passei a controlar toda a nossa renda (dele no caso, hehehe). Compramos nosso primeiro apartamento há 3 anos atrás, atualmente moramos nele e pagamos o financiamento no lugar do aluguel. Ainda assim conseguimos poupar R$4.000,00 por mês. Distribuo os nossos recursos da seguinte maneira: 60% está em fundos de investimentos, desses, 88% está em um fundo DI e 12% em um fundo indexado à inflação, que iniciei há um tempo atrás. Hoje eu vejo que a situação mudou e esse tipo de fundo e títulos que são indexados à inflação. Esse ano tem sido um ano ruim. 30% em previdência privada do tipo VGBL (um em meu nome e outra em nome do meu marido) 7% ações PIBB e 3% Títulos do Tesouro Nacional Dos R$4.000,00 que consigo poupar por mês, coloco R$200,00 na previdência que está em meu nome, e do restante eu colocava R$800,00 no fundo indexado à inflação e o que sobrava no fundo DI. Estipulamos que sempre manteremos no fundo DI um valor suficiente para 6 meses dos nossos custos. Sempre que conseguimos ultrapassar esse valor em um montante considerável, eu uso para entrar em outro investimento. Foi assim que em 2009 comprei ações do PIBB e no ano passado comprei notas do Tesouro Nacional (70% de LFT 070317 e 30% de NTNB-Principal 150824). Na previdência eu invisto pouco porque é um modelo de investimento muito caro, mas como os planos já estão feitos, não compensa tirar de lá e passar pra outro pela taxa de IR. Portanto, no que está em meu nome, que tem um regime de tributação mais interessante, nós ainda investimentos mensalmente os R$200,00, e no que está em nome de meu marido não aportamos nada mais e apenas estamos deixando o que já estava lá rendendo. Assim como todos os outros, esse investimento é pra longo prazo e só vamos mexer no dinheiro quando vencer o prazo estipulado na contratação. Só mexemos nos recursos que estão no fundo DI quando temos alguma emergência, que é onde temos liquidez. Enfim, eu gostaria de passar a investir mensalmente um valor no tesouro direto. Então, gostaria que você me ajudasse: 1) Se realmente é uma boa opção investir mensalmente no Tesouro Direto com o objetivo de investimento a longo prazo (aposentadoria)? 2)Qual seria o título mais indicado para isso? Seria a LFT, que é um papel pós-fixado de curto prazo que você vem indicando como a melhor opção para esse ano ruim de 2013? Ou como meu objetivo é longo prazo, teria melhores desempenhos no futuro com a NTN-B principal com vencimento em 2024 ou 2035?
Antes de mais nada, parabéns, e por várias razões:
 
– A primeira e principal é a linda Beatriz chegando. Uma nova vida sempre nos traz renovação. Felicidades para sua família!
 
– A segunda razão é você estar no controle das finanças da família: Uma mulher forte e disciplinada faz milagres na economia doméstica, sabia?
 
– Agora a terceira razão: Vocês tem tido até agora um planejamento financeiro muito bem conduzido, seguindo todas as dicas dos especialistas e com critérios de investimento claramente definidos. Apenas vou comentar alguns pontos:
 
1) “A Previdência é um modelo de investimento muito caro.”
 
Isto foi 100% verdade no passado, mas aos poucos as seguradoras estão se adaptando à nova realidade da taxa de juros no Brasil. Minha sugestão: Verifique o que está sendo oferecido no mercado: existem boas oportunidades e você poderá solicitar a portabilidade para outra instituição financeira sem pagar nenhuma tarifa ou tributação.
 
 2) “Tem sido um ano ruim para fundos de inflação e títulos indexados à inflação. “
 
 Verdade. Tanto os fundos quanto os títulos do Tesouro Direto são “marcados a mercado”, ou seja, o valor dos investimentos é ajustado para cima ou para baixo, conforme o comportamento das taxas de juros. Como tem sido um ano de alta da taxa de juros, estes títulos sofreram depreciação. Veja um exemplo: Suponha que você comprou um título que paga inflação + 3%; hoje o mercado exige uma remuneração de inflação + 5%. Você está numa situação desfavorável, certo? Todo mundo recebendo 5% e você só 3%  
Por isso o valor do seu título cai. Mas vale lembrar que, se você esperar até o vencimento, receberá a inflação do período mais os 3% combinados, nem mais nem menos. A Marcação a Mercado nos incomoda porque, cada vez que recebemos o extrato da CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), sentimos na pele que estamos perdendo dinheiro, embora não tenhamos realizado esta perda ainda.
Algumas opções de investimento
 
Nós estamos falando de investimento de longo prazo, pelo menos 25 anos. Pessoalmente acho a compra de títulos via Tesouro Direto uma opção simples, segura e menos onerosa em termos de tarifas (lembre, entretanto, que você também tem custos no Tesouro Direto: a corretagem e a taxa de custódia). Neste momento, em que aparentemente a taxa de juros já parou de subir, acho interessante a NTN-B Principal. Consultei hoje (12/12/2013) o site do Tesouro e a NTN-B Principal com vencimento em 2035 está pagando 6,57% ao ano + inflação. Na minha opinião, uma excelente alternativa para a aposentadoria, ou para pagar a faculdade da Beatriz, não é mesmo?
 
Orientações por Rosario Pujado, CFP®
Sócia da PRACTA Treinamento e Educação Financeira Ltda.
 
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