Não está fácil para o investidor. No cenário externo, os últimos capítulos da guerra comercial entre China e Estados Unidos mexeram com os mercados no mundo inteiro. Pra piorar, aqui no Brasil, ainda tem a questão da recuperação da economia – mais lenta do que se esperava – e a desconfiança em relação à habilidade política do Governo para aprovar medidas importantes como a Reforma da Previdência.

Tudo isso junto fez com que a Bolsa caísse para a casa dos 90 mil pontos e o dólar comercial se fixasse perto dos 4 reais. Com tantas incertezas no caminho, qual a melhor opção para quem quer investir?

A dica dos especialistas para quem quer continuar na Bolsa, é montar uma carteira diversificada, com ativos que se comportam de maneiras distintas. Por exemplo: uma carteira que tenha ações e fundos imobiliários, mas também fundos cambiais. Como a Bolsa e o dólar costumam ter comportamentos opostos, ao fazer os dois investimentos, o risco fica diluído. A longo prazo, uma carteira mais equilibrada traz mais tranquilidade.

Os mais conservadores podem voltar ao pacotão tradicional da Renda Fixa. Ao optar por Tesouro Direto ou Fundo D.I., a situação é mais confortável, porém a rentabilidade também pode ser menor do que na renda variável. Lembrando que você pode investir em CDBs de bancos pequenos para ganhar um pouco mais do que a taxa Selic. Eles costumam pagar até 120% da Selic, mas lembre-se do limite de 250 mil reais por CPF garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). É preciso se atentar também ao prazo do título, já que, em muitos casos, não há liquidez. Ou seja: é preciso carregar o CDB até a data do vencimento.

Aliás, analisar o prazo vale para qualquer aplicação. Quem pode precisar do dinheiro a qualquer momento, deve optar pelo Tesouro Selic ou por fundos de renda fixa – observando, claro, a taxa de administração, que não deve passar de 1%.

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