O verdadeiro conflito de interesses do secretário da previdência

Recado da Mariza Tavares

 Marcelo Caetano, secretário da Previdência, pode se aposentar aos 58 anos de idade, com seu último salário e ainda receber reajustes iguais aos que seus pares da ativa receberão. Isso, claro, se a PEC da Previdência não passar no Congresso.

Já se for aprovada a PEC, Caetano, que pilotou o time de mais de 20 profissionais que a redigiram, terá que esperar até os 65 anos de idade para “pendurar as chuteiras”, como se dizia no passado. A fórmula de cálculo do seu benefício também mudará. Pela PEC, ele e todos os outros servidores que fazem parte do regime próprio de previdência tanto da União como de Estados e Municípios, terão que se dobrar às regras dos mortais do Regime Geral de Previdência que, pela PEC, basicamente obedece ao seguinte cálculo: 51% da média das maiores contribuições mais 1ponto percentual a cada ano de contribuição.

Caetano completou 47 anos recentemente e, portanto, não entrará nas regras de transição se a PEC for aprovada na forma como foi concebida.  Ele é um técnico especializado no tema e estava na França apresentando mais um trabalho sobre previdência quando recebeu um email do ministro Henrique Meirelles, a quem não conhecia pessoalmente, com o convite para assumir o posto.  

Provavelmente foi indicado a Meirelles por suas credenciais de pesquisador e estudioso da Previdência no mundo. O mesmo currículo que o levou a ser indicado pelo Ministério da Fazenda para representar os interesses da União no Conselho da Brasilprev, empresa da qual o governo tem uma participação por meio do Banco do Brasil.

Ter um acadêmico capitaneando profissionais de diversas áreas do conhecimento para escrever a PEC tem seus prós e contras. A favor, como sabem fazer contas e conhecem profundamente o tema eles focam na solvência do sistema e não nos seus próprios interesses pessoais nem de grupos políticos. Mas está aí justamente um contraponto, Caetano e seus pares não têm um palanque garantido para bravatas eleitorais que não raro estão ancoradas em inverdades que escondem interesses daqueles que as professam.

Sobre sua condição de futuro aposentado ele falou no programa 50 mais CBN que foi ao ar no último sábado e que você poderá ouvir a gravação aqui. No próximo sábado, vai ao ar a segunda parte da entrevista, onde Caetano fala da situação de sua mulher, que faz parte dos milhões de desempregados da brutal recessão brasileira. 

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Recado da Mariza Tavares

 Marcelo Caetano, secretário da Previdência, pode se aposentar aos 58 anos de idade, com seu último salário e ainda receber reajustes iguais aos que seus pares da ativa receberão. Isso, claro, se a PEC da Previdência não passar no Congresso.

Já se for aprovada a PEC, Caetano, que pilotou o time de mais de 20 profissionais que a redigiram, terá que esperar até os 65 anos de idade para “pendurar as chuteiras”, como se dizia no passado. A fórmula de cálculo do seu benefício também mudará. Pela PEC, ele e todos os outros servidores que fazem parte do regime próprio de previdência tanto da União como de Estados e Municípios, terão que se dobrar às regras dos mortais do Regime Geral de Previdência que, pela PEC, basicamente obedece ao seguinte cálculo: 51% da média das maiores contribuições mais 1ponto percentual a cada ano de contribuição.

Caetano completou 47 anos recentemente e, portanto, não entrará nas regras de transição se a PEC for aprovada na forma como foi concebida.  Ele é um técnico especializado no tema e estava na França apresentando mais um trabalho sobre previdência quando recebeu um email do ministro Henrique Meirelles, a quem não conhecia pessoalmente, com o convite para assumir o posto.  

Provavelmente foi indicado a Meirelles por suas credenciais de pesquisador e estudioso da Previdência no mundo. O mesmo currículo que o levou a ser indicado pelo Ministério da Fazenda para representar os interesses da União no Conselho da Brasilprev, empresa da qual o governo tem uma participação por meio do Banco do Brasil.

Ter um acadêmico capitaneando profissionais de diversas áreas do conhecimento para escrever a PEC tem seus prós e contras. A favor, como sabem fazer contas e conhecem profundamente o tema eles focam na solvência do sistema e não nos seus próprios interesses pessoais nem de grupos de interesses políticos. Mas está aí justamente um contraponto, Caetano e seus pares não têm um palanque garantido para bravatas eleitorais que não raro estão ancoradas em inverdades que escondem interesses daqueles que as professam.

Sobre sua condição de futuro aposentado ele falou no pgm 50 mais CBN que foi ao ar no último sábado e que você poderá ouvir a gravação aqui. No próximo sábado, vai ao ar a segunda parte da entrevista, onde Caetano fala da situação de sua mulher, que faz parte dos milhões de desempregados da brutal recessão brasileira. 

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Recado da Mariza Tavares

  Marcelo Caetano, secretário da Previdência, poderia se aposentar aos 58 anos de idade, com seu último salário e ainda receber reajustes iguais aos de seus pares da ativa. Isso, claro, se a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287, que faz modificações na previdência, não for aprovada pelo Congresso.

 

Já, se for aprovada, Caetano, que pilotou o time de mais de 20 profissionais que a redigiram, terá que esperar até os 65 anos de idade para “pendurar as chuteiras”, como se dizia no passado.

 

E mais ainda, a forma de cálculo do seu benefício também mudará. Pela PEC 287, ele, assim como outros colegas servidores da União que estão na mesma situação, terão que se dobrar às regras dos mortais do Regime Geral de Previdência: 51% da média das maiores contribuições mais 1 ponto percentual a cada ano de contribuição.

 

Caetano completou 47 anos recentemente e, portanto, não se enquadrará nas regras de transição na data em que, supõe, a PEC 287 será aprovada na forma em que foi concebida.  Ele é um técnico especializado no tema e estava na França apresentando mais um trabalho sobre previdência quando recebeu um e-mail do ministro Henrique Meirelles, a quem não conhecia pessoalmente, com o convite para assumir o posto.

 

Provavelmente foi escolhido por Meirelles devido a suas credenciais de pesquisador e estudioso da Previdência no mundo. As mesmas credencias que o levaram a ser indicado pelo Ministério da Fazenda para representar os interesses da União no Conselho da Brasilprev, empresa na qual a União participa por meio do Banco do Brasil.

 

Ter um acadêmico capitaneando profissionais de diversas áreas do conhecimento para escrever a PEC 287 tem seus prós e seus contras. A favor, devido ao seu conhecimento de matemática atuarial e de outras matérias relacionadas ao tema, permite que Caetano foque a solvência do sistema e não os seus interesses pessoais nem de corporações.

 

Por outro lado, Caetano tem contra si  a ausência de um palanque garantido, como têm certos políticos que esgrimam bravatas eleitorais, não raro, ancoradas em inverdades que escondem interesses, por vezes, não republicanos.

 

Sobre sua condição de futuro aposentado ele falou no programa 50 mais CBN que foi ao ar na semana passada, cuja gravação  disponibilizo aqui.

 

No próximo sábado, vai ao ar a segunda parte da entrevista, onde Caetano fala da situação de sua mulher, que faz parte dos milhões de desempregados devido à brutal recessão brasileira. 

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 Marcelo Caetano, secretário da Previdência, poderia se aposentar aos 58 anos de idade, com seu último salário e ainda receber reajustes iguais aos de seus pares da ativa. Isso, claro, se a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287, que faz modificações na previdência, não for aprovada pelo Congresso.

 

Já, se for aprovada, Caetano, que pilotou o time de mais de 20 profissionais que a redigiram, terá que esperar até os 65 anos de idade para “pendurar as chuteiras”, como se dizia no passado.

 

E mais, a forma de cálculo do seu benefício também mudará. Pela PEC 287, ele, assim como outros colegas servidores da União que estão na mesma situação, terão que se dobrar às regras dos mortais do Regime Geral de Previdência: 51% da média das maiores contribuições mais 1 ponto percentual a cada ano de contribuição.

 

Caetano completou 47 anos recentemente e, portanto, não se enquadrará nas regras de transição na data em que, supõe, a PEC 287 será aprovada na forma em que foi concebida.  Ele é um técnico especializado no tema e estava na França apresentando mais um trabalho sobre previdência quando recebeu um e-mail do ministro Henrique Meirelles, a quem não conhecia pessoalmente, com o convite para assumir o posto.

 

Provavelmente foi escolhido por Meirelles devido a suas credenciais de pesquisador e estudioso da Previdência no mundo. As mesmas credencias que o levaram a ser indicado pelo Ministério da Fazenda para representar os interesses da União no Conselho da Brasilprev, empresa na qual a União participa por meio do Banco do Brasil.

 

Ter um acadêmico capitaneando profissionais de diversas áreas do conhecimento para escrever a PEC 287 tem seus prós e seus contras. A favor, devido ao seu conhecimento de matemática atuarial e de outras matérias relacionadas ao tema, permite que Caetano foque a solvência do sistema e não os seus interesses pessoais nem o de corporações.

 

Por outro lado, Caetano tem contra si  a ausência de um palanque garantido, como têm certos políticos que esgrimam bravatas eleitorais, não raro, ancoradas em inverdades que escondem interesses, por vezes, não republicanos.

 

Sobre sua condição de futuro aposentado ele falou no programa 50 mais CBN que foi ao ar na semana passada, cuja gravação você encontra aqui na página de podcasts da CBN.

 

No próximo sábado, vai ao ar a segunda parte da entrevista, onde Caetano fala da situação de sua mulher, que faz parte dos milhões de desempregados devido à brutal recessão brasileira. 

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Marcelo Caetano, secretário da Previdência, poderia se aposentar aos 58 anos de idade, com seu último salário e ainda receber reajustes iguais aos de seus pares da ativa. Isso, claro, se a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287, que faz modificações na previdência, não for aprovada pelo Congresso.

Já, se for aprovada, Caetano, que pilotou o time de mais de 20 profissionais que a redigiram, terá que esperar até os 65 anos de idade para “pendurar as chuteiras”, como se dizia no passado.

E mais, a forma de cálculo do seu benefício também mudará. Pela PEC 287, ele, assim como outros colegas servidores da União que estão na mesma situação, terão que se dobrar às regras dos mortais do Regime Geral de Previdência: 51% da média das maiores contribuições mais 1 ponto percentual a cada ano de contribuição.

Caetano completou 47 anos recentemente e, portanto, não se enquadrará nas regras de transição na data em que, supõe, a PEC 287 será aprovada na forma em que foi concebida. Ele é um técnico especializado no tema e estava na França apresentando mais um trabalho sobre previdência quando recebeu um e-mail do ministro Henrique Meirelles, a quem não conhecia pessoalmente, com o convite para assumir o posto.

Provavelmente foi escolhido por Meirelles devido a suas credenciais de pesquisador e estudioso da Previdência no mundo. As mesmas credencias que o levaram a ser indicado pelo Ministério da Fazenda para representar os interesses da União no Conselho da Brasilprev, empresa na qual a União participa por meio do Banco do Brasil.

Ter um acadêmico capitaneando profissionais de diversas áreas do conhecimento para escrever a PEC 287 tem seus prós e seus contras. A favor, devido ao seu conhecimento de matemática atuarial e de outras matérias relacionadas ao tema, permite que Caetano foque a solvência do sistema e não os seus interesses pessoais nem o de corporações.

Por outro lado, Caetano tem contra si a ausência de um palanque garantido, como têm certos políticos que esgrimam bravatas eleitorais, não raro, ancoradas em inverdades que escondem interesses, por vezes, não republicanos.

Sobre sua condição de futuro aposentado ele falou no programa 50 mais CBN que foi ao ar na semana passada, cuja gravação você encontra aqui na página de podcasts da CBN.

No próximo sábado, vai ao ar a segunda parte da entrevista, onde Caetano fala da situação de sua mulher, que faz parte dos milhões de desempregados devido à brutal recessão brasileira.  

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 Marcelo Caetano, secretário da Previdência, poderia se aposentar aos 58 anos de idade, com seu último salário e ainda receber reajustes iguais aos de seus pares da ativa. Isso, claro, se a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287, que faz modificações na previdência, não for aprovada pelo Congresso.



Já, se for aprovada, Caetano, que pilotou o time de mais de 20 profissionais que a redigiram, terá que esperar até os 65 anos de idade para “pendurar as chuteiras”, como se dizia no passado.

E mais, a forma de cálculo do seu benefício também mudará. Pela PEC 287, ele, assim como outros colegas servidores da União que estão na mesma situação, terão que se dobrar às regras dos mortais do Regime Geral de Previdência: 51% da média das maiores contribuições mais 1 ponto percentual a cada ano de contribuição.

Caetano completou 47 anos recentemente e, portanto, não se enquadrará nas regras de transição na data em que, supõe, a PEC 287 será aprovada na forma em que foi concebida. Ele é um técnico especializado no tema e estava na França apresentando mais um trabalho sobre previdência quando recebeu um e-mail do ministro Henrique Meirelles, a quem não conhecia pessoalmente, com o convite para assumir o posto.

Provavelmente foi escolhido por Meirelles devido a suas credenciais de pesquisador e estudioso da Previdência no mundo. As mesmas credencias que o levaram a ser indicado pelo Ministério da Fazenda para representar os interesses da União no Conselho da Brasilprev, empresa na qual a União participa por meio do Banco do Brasil.

Ter um acadêmico capitaneando profissionais de diversas áreas do conhecimento para escrever a PEC 287 tem seus prós e seus contras. A favor, devido ao seu conhecimento de matemática atuarial e de outras matérias relacionadas ao tema, permite que Caetano foque a solvência do sistema e não os seus interesses pessoais nem o de corporações.

Por outro lado, Caetano tem contra si a ausência de um palanque garantido, como têm certos políticos que esgrimam bravatas eleitorais, não raro, ancoradas em inverdades que escondem interesses, por vezes, não republicanos.

Sobre sua condição de futuro aposentado ele falou no programa 50 mais CBN que foi ao ar na semana passada, cuja gravação você encontra aqui na página de podcasts da CBN.

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