Muitos investidores ficariam bem contentes se pudessem prever o movimento de um ativo tão volátil como o Bitcoin, por exemplo. Essa semana, por exemplo, a principal criptomoeda do mercado voltou a perder força e está valendo US$ 6.400, na terde deste sábado (11). Quem investiu em Bitcoin há uma semana viu a carteira diminuir, mas será que a moeda ganha força nas próximas semanas? Seria uma boa hora de comprar criptomoedas?

Segundo pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, seria possível responder a essa questão observando o Google. E eu não estou falando o comparador de moedas do buscador, que incluiu o Bitcoin em sua ferramenta de conversão de moedas no mês passado, mas do volume de pesquisas sobre uma determinada criptomoeda.

De acordo com um documento de trabalho divulgado pelo Bureau Nacional de Pesquisas Econômicas, ao contrário dos mercados financeiros tradicionais, os retornos e os movimentos de preços nos mercados de criptomoedas estão ligados ao tipo de atenção que recebem.

O documento elaborado pelos economistas Yukun Liu e Aleh Tsyvinski mostra que, como as criptomoedas não têm exposição à maioria dos mercados acionários e fatores macroeconômicos, nem têm exposição a retornos de moedas ou commodities, um conjunto completamente diferente de fatores afeta seus movimentos de preços e, consequentemente, seus retornos financeiros.

No artigo os especialistas formulam certos parâmetros que podem ser usados ​​para prever os retornos de moedas como Bitcoin, Ripple e Ethereum. Eles argumentam que “a alta atenção dos investidores prevê altos retornos futuros ao longo de um horizonte de 1 a 2 semanas para o Bitcoin, um horizonte de uma semana para o Ripple e um horizonte de 1 a 6 semanas para o Ethereum.”

O estudo, que se baseia em um modelo financeiro denominado modelo de precificação de ativos financeiros, mais conhecido pela sigla em inglês CAPM, que é usando para medir a relação entre o risco e a rentabilidade de um investimento. Seguindo esse modelo, os autores do documento observaram que um aumento do que eles chamam de “desvio padrão” na pesquisa do Google por Bitcoin geraria uma elevação de 2,3% no valor da moeda nas duas semanas seguintes.

Por outro lado, o artigo também sugere que a atenção negativa do investidor contribui para reduzir os preços das criptomoedas. Um aumento de um desvio padrão em uma busca no Google por “Bitcoin hack”, indicado que uma plataforma de negociação de criptomoedas pode ter sido hackeada, por exemplo, leva a uma redução de 2,75% nos retornos de bitcoins na semana seguinte.

O paper também desyaca que o retorno sobre a Ethereum está exposto em certa medida ao retorno das ações da fabricante de processadores AMD, que também é um dos principais fabricantes de máquinas para mineração de Bitcoins.

Para os economistas, a principal conclusão do estudos é que, na verdade, as criptomoedas representam uma classe de ativos radicalmente diferente das classes tradicionais e que elas podem ser avaliadas usando ferramentas financeiras simples. Acesse o link para o estudo completo: http://www.nber.org/papers/w24877.pdf .

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