A quantidade de brasileiros com dívidas em atraso aumentou 4,4% no ano passado na comparação com 2017, segundo um estudo feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Foi o crescimento mais expressivo desde 2012.

A inadimplência no fim de 2018 atingiu 62,6 milhões de brasileiros. Isso significa que 40% da população adulta estava com o CPF restrito por conta de atrasos nos pagamentos. Mais da metade desses consumidores (51%) tinham dívidas com os bancos. E o número de pessoas que não conseguiram pagar contas básicas, como água e luz, subiu 14,8%.

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, os números ainda são reflexo da crise econômica. “A reversão desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica em curso e, em especial, daquilo que toca diretamente o consumidor, que é emprego e renda”, analisa Costa.

Os números de emprego têm melhorado, mas a um ritmo muito lento. Em novembro do ano passado, a taxa de desemprego caiu para 11,6%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A recuperação se deve, principalmente, ao crescimento do trabalho informal. Se você está nessa situação, não deixe de ver as dicas do Letras & Lucros para conquistar uma vaga em um processo seletivo.

 

Como sair dessa?

As dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos cresceram 6,81% no período.

Agora, é preciso ficar atento: você não pode ficar devendo para o cartão de crédito ou para o cheque especial porque são as duas modalidades com os juros mais altos, chegam a 300% ao ano. Então, se você teve algum imprevisto e não vai conseguir pagar a fatura do cartão, por exemplo, corre no banco e negocia um empréstimo mais em conta.

Mas, claro: o ideal é não deixar chegar a esse ponto. Por isso que tem que ter uma reserva de emergência, um dinheiro aplicado no Tesouro Selic, por exemplo, que é fácil de resgatar. Você deve ter nesse tipo de aplicação o suficiente pra se bancar por no mínimo 6 meses. Se você ainda não tem uma reserva de emergência, essa deve ser a sua meta para 2019.

Pra conseguir juntar essa grana, anote seus gastos. Sempre dá pra cortar alguma coisa! Faça isso pelo menos por um mês pra ter uma ideia de pra onde está indo o seu dinheiro.

Revise as suas dívidas e negocie taxas mais baixas. Se tiver investimento, é bom dar uma olhada também pra ver se dá pra aumentar a rentabilidade. Tem uma grana na poupança? Está perdendo a oportunidade de ganhar mais! Veja mais sobre isso aqui.

 

 

 

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