Quem pode enfrentar uma penca de horas extras? Está disponível para se dedicar a um novo projeto? Se você é do tipo que concorda com essas propostas quase sem pestanejar, e depois tem que aturar a cara feia de colegas que só faltam dizer que sua personalidade se assemelha a um capacho, não se mortifique.

A psicoterapeuta belga Esther Perel, que ficou famosa por seus livros sobre relacionamentos amorosos, agora quer trazer insights para os padrões emocionais que acompanham as experiências no ambiente de trabalho. Na sua opinião, é preciso jogar fora o rótulo “gente ansiosa para agradar”. A terapeuta afirma que a expressão se reveste de uma carga negativa que sugere que a pessoa está desesperada para ser aceita e não consegue estabelecer suas prioridades.

Para ela, não é necessário lutar contra o instinto de ser generoso ou prestativo. “Pensar nos outros é uma força, é o que os demais buscam em você. Lutar contra isso é um desserviço contra si mesmo”, disse à revista eletrônica “Quartz at work”. Mas acrescentou que aceitar o lado “sim” da própria personalidade não pode excluir o momento da negativa quando esta se torna fundamental.

A doutora Perel sugere que os prestativos se façam algumas perguntas: onde aprendeu que há um preço a ser pago quando se diz não? Foram experiências familiares? Qual é o sentimento preponderante quando precisa dizer não: medo de que deixem de gostar de você ou temor de sofrer uma retaliação?

As respostas serão diferentes para cada um, mas a sugestão da terapeuta é buscar uma maior flexibilidade interior. Há um cuidado que não pode ser deixado de lado: o tempo não é elástico, muito menos infinito. Assim como nossas reservas mentais e emocionais, ou seja, você poderá ser consumido, triturado e depois jogado às feras se não tiver noção dos limites a serem respeitados.

 

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