Você é daqueles que têm medo de qualquer investimento que não seja a poupança? Saiba que está perdendo dinheiro. O Tesouro Direto é uma aplicação muito segura. Quem compra títulos do Tesouro está, na prática, emprestando dinheiro para o Governo. Em troca, recebe juros.

A modalidade foi criada em 2002. Até então, apenas os grandes investidores conseguiam comprar títulos públicos. Para o restante, havia apenas a opção de ter acesso a títulos públicos através de fundos de investimento.

Atualmente, qualquer um pode comprar títulos do Tesouro. O investimento inicial é baixo: R$ 30. Hoje, o Tesouro Direto está rendendo 30% mais do que a poupança. E ainda tem liquidez, ou seja: é fácil e rápido transformar o título em dinheiro de novo. Como o Governo garante a recompra a qualquer momento, basta solicitar o resgate e a operação será liquidada no dia seguinte, isto é, o dinheiro cai na conta um dia depois do pedido.

Agora, se quiser garantir a rentabilidade combinada, melhor ficar com o título até o vencimento. Se vender antes, fica sujeito à marcação de mercado e os preços variam conforme as expectativas dos investidores em relação aos juros futuros.

Fique atento aos prazos

Há títulos de curto, médio e longo prazos. Se você não tem certeza sobre quanto tempo vai ficar com aquele investimento, uma boa dica é optar pelo Tesouro Selic. Nos primeiros dias, pode até ter uma pequena volatilidade, mas depois o valor será sempre maior do que o que você pagou no momento da compra.  

Já se você vai investir a longo prazo, pode optar pelo Tesouro IPCA+. Assim, garante uma rentabilidade real, acima da inflação. Mas vamos detalhar os tipos de título em seguida.

 

Qual título devo comprar?

Neste link, no site do Tesouro, você responde um pequeno questionário pra ver qual título é mais indicado para o seu objetivo.

Títulos Prefixados

Nos prefixados, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que vai receber no vencimento. São indicados para quem acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de juros básica da economia (Selic).

São títulos prefixados: LTN (Tesouro Prefixado) e NTN-F (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais).

Títulos Pós-fixados

São corrigidos por algum indexador, pode ser a taxa Selic ou a inflação (IPCA). A rentabilidade só vai ser conhecida depois.

O título atrelado à taxa Selic recebe o nome de Tesouro Selic (LTF). Como a gente já explicou, é uma boa opção para quem não sabe quando irá resgatar o dinheiro.

Se for título atrelado à inflação, a rentabilidade é composta de uma taxa definida no momento da compra mais a variação da inflação no período. É uma ótima opção para investir no longo prazo, já que fica garantido que haverá um aumento real, descontado o valor da inflação. Títulos dessa modalidade: Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

Onde comprar Tesouro Direto?

O ideal é procurar uma corretora cadastrada na Bolsa. No site da B3 você tem a lista. Pode acessar por aqui:

Fique atento também às taxas cobradas. Não tem como escapar da taxa que a B3 cobra (0,3% a.a.), mas dá pra escapar da taxa das corretoras. Grande parte já não cobra mais do cliente para investir em Tesouro Direto.

E como a gente já explicou aqui no Letras & Lucros, no ano passado, os grandes bancos também fizeram um movimento nesse mesmo sentido. Estão nessa lista, gigantes como Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander. “Pode ser uma boa para o cliente que quer comprar Tesouro Direto transferir o dinheiro do banco para a corretora do próprio banco. Assim, ele evita eventuais cobranças de TED, por exemplo”, orienta a professora de finanças Betty Grobman, sócia da BSG Duoprata.

Quer saber mais? Veja esse Recado da Mara.

Ainda está com dúvidas? Escreve pra gente! A equipe do Letras & Lucros vai ter o maior prazer em te ajudar!

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