A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano em 3,75%, abaixo do centro da meta estipulada pelo governo que era de 4,5%. Os grupos que mais pressionaram a inflação em 2018 foram habitação, transportes e alimentos.

De maneira isolada, o maior impacto no IPCA veio do preço do plano de saúde, que subiu 11,17% no ano passado. Os outros itens com maior impacto individual foram a energia elétrica, que teve alta de 8,7% no período, e a gasolina (7,24%).

Como lidar com os aumentos?

A inflação deste ano foi maior do que a de 2017, quando o IPCA ficou em 2,17%. Muitas vezes, a renda não acompanha tantos aumentos. E aí? O que fazer?

Não tem mágica, mas tem truques! Primeiro: você pode rever os seus investimentos para que a rentabilidade aumente. Quem ainda está preso à poupança, por exemplo, perde dinheiro. Isso porque hoje a caderneta de poupança rende bem menos do que o Tesouro Direto, que também é um investimento de renda fixa extremamente seguro.

Toda vez que a Selic fica abaixo de 8,5%, o rendimento da poupança fica limitado a um percentual equivalente a 70% da Selic mais a variação Taxa Referencial (TR), que é calculada pelo BC. Então, se hoje o Tesouro Selic rende 100% da taxa Selic, a poupança rende 70%, ou seja: 4,55% ao ano. Se você optar por um CDB de banco pequeno, pode conseguir um rendimento bem maior do que a Selic, de até 120% da taxa. Só precisa ficar atento ao limite de 250 mil reais garantido pelo FGC.

O segundo ponto é básico: rever os gastos. Você deve anotar tudo que pesa no bolso por pelo menos um mês. Dessa forma, descobre pra onde vai o dinheiro e vê onde dá para cortar. Mas tem que anotar tudo, do cafezinho à mensalidade da escola das crianças.

A terceira dica também faz toda diferença. Reveja as suas dívidas. Você não pode ficar devendo, por exemplo, para o cartão de crédito ou para o cheque especial. Os juros nessas modalidades chegam a 300% ao ano.

 

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