Foi a maior alta para novembro em sete anos. O número de consumidores com o nome sujo por causa de inadimplência cresceu 6,03% no mês passado na comparação com novembro de 2017.

O estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra ainda que há 63,6 milhões de brasileiros com o CPF negativado por conta de atrasos no pagamento de contas. Quem está com o nome sujo tem problemas para conseguir financiamentos ou mesmo para fazer compras a prazo no comércio.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a grande questão é que a recuperação econômica está lenta. “Os dois pilares fundamentais, que são emprego e renda, ainda enfrentam percalços. Por isso que o fim da recessão não foi o suficiente para melhorar as finanças do brasileiro. O ambiente econômico vem esboçando uma retomada gradual e bastante lenta e frustrou as expectativas de que o ano de 2018 seria o da consolidação dessa recuperação”, avalia.

Como reorganizar as finanças

A primeira dica é: colocar tudo no papel. Ou em tempos digitais, na planilha no computador. O importante é saber quanto entra todo mês e pra onde vai esse dinheiro. A partir disso, você avalia que despesas pode cortar.

Renegociar dívidas também é fundamental. Não tenha vergonha de pedir desconto nos juros. Tudo que o credor quer é receber aquele dinheiro. Os feirões para limpar o nome são excelentes oportunidades. Jogue limpo e só aceite a negociação se a nova parcela couber no seu bolso.

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