Quem já atrasou algum pagamento porque se viu no vermelho de uma hora pra outra sabe a agonia que isso traz. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostra que seis em cada dez (59%) inadimplentes começaram a se sentir inseguros depois que ficaram devendo. Quase o mesmo número (58%) relatou mais ansiedade, 52% dos inadimplentes reclamaram de aumento no estresse, 47%, de angústia e 41%, de desânimo.

Quase metade (46%) contou que foi tomada por um sentimento de culpa e 31% passaram a sentir vergonha diante de amigos e parentes por estarem devendo. O impacto na saúde é imediato: 22% dos que estavam com contas atrasadas passaram a descontar a ansiedade em algum vício, como cigarro, álcool ou comida.

 

Cuidado pra não deixar virar uma bola de neve

É claro que tudo isso mexe com a cabeça de qualquer um. E é aí que mora o perigo: é preciso ter calma pra fazer as contas, cortar parte dos gastos e renegociar as dívidas. A economista-chefe do SPC Brasil faz um alerta: “O estado emocional do devedor interfere de forma direta na maneira com que ele lida com suas finanças. Sentimentos negativos dificultam o processo de organização das contas e é preciso que ele encontre formas de não se deixar abater pelas preocupações”. Até porque esse turbilhão de sentimentos faz com que a pessoa vá justamente para o caminho contrário. A pesquisa mostrou que 15% passaram a gastar mais do que de costume com compras e 26% não fizeram ajustes no orçamento.

A inadimplência afetou também o desempenho no trabalho. Dezenove por cento dos entrevistados disseram que ficaram mais desatentos e menos produtivos. E 15% passaram a perder a paciência com mais facilidade com colegas de trabalho. Quarenta por cento dos endividados disseram que se irritam com qualquer coisa ou que estão mais mal-humorados.

 

Metodologia

A pesquisa ouviu 609 consumidores com contas em atraso há mais de 90 dias. A amostra é representativa e contempla ambos os gêneros, pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais e residentes nas 27 capitais do país. A margem de erro é de 3,97 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Se você se identificou com a pesquisa veja como sair do vermelho aqui no Letras & Lucros

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