Governança. Esta seria a palavra-chave para garantir mais estabilidade ao Bitcoin e a outras criptomoedas. Um estudo divulgado esta semana sugere que a estabilidade das moedas digitais pode ser afetada por atualizações de software conhecidas como “hard fork” e que orientações mais claras e antecipadas sobre estas alterações poderiam ajudar a estabilizar estes ativos.

Neste sábado (15), um Bitcoin está valendo cerca de US$ 6.500, uma ligeira recuperação em relação aos US$ 6.200 de uma semana atrás, segundo o índice CoinMarketCap.

O estudo divulgado na quarta-feira (12) foi feito por pesquisadores do Instituto Oak Ridge de Ciência e Educação  que faz parte do Departamento de Energia dos Estados Unidos. O grupo liderado pelo bolsista Benjamin Trump, revisou o cenário das atualizações de criptomoedas, investigando mais de 800 atualizações do Bitcoin.

Os pesquisadores sustentam que as criptomoedas têm potencial para revolucionar o comércio e a troca de informações em todo o mundo com o uso das tecnologias blockchain e de ledger – ou livro-razão – distribuído.

Blockchain é uma rede de negócios segura, na qual os participantes transferem itens por meio de um ledger (livro-razão) comum distribuído. Assim, cada participante dessa rede possui uma cópia da informação e seu conteúdo está sempre em sincronia com os outros.

Embora as tecnologias que impulsionam as criptomoedas sejam promissoras, o líder do estudo acredita que a estabilidade destes ativos está ameaçada pelos processos atuais que permitem atualizações de software. Esses updates são conhecidos como “hard forks” ou “soft forks” e representam divisões na rede blockchain de uma criptomoeda. Para Benjamin Trump, essas interrupções do blockchain de uma criptomoeda pode levar as pessoas a perderem a confiança na capacidade de evolução das moedas virtuais como um veículo confiável para negociações financeiras.

A análise mostrou um crescimento substancial no número de blockchains separados provenientes do sistema inicial do Bitcoin. Muitas dessas bifurcações do Bitcoin e altcoins não sobreviveram além de alguns meses, enquanto outras como Litecoin, Dogecoin e Vertcoin, por exemplo, duraram anos. Eles também observaram que atualizações feitas entre o final de 2017 até o início de 2018 abriram a porta para muitas outras bifurcações futuras. Somente este ano, podemos ter 50 atualizações de software em criptomoedas.

O líder do estudo parece bem preocupado com esses updates. Ele diz que “os ‘hard forks’ são uma ameaça à manutenção de uma plataforma operacional estável e previsível que é essencial para que as criptomoedas sejam adotadas para transações financeiras diárias”.

Trump diz que se o Bitcoin, em particular, se tornar um meio de troca internacionalmente reconhecido, confiável e previsível em escala internacional, mineradores de criptomoeda, desenvolvedores de carteiras virtuais, bolsas de negociação – as exchanges – e outras partes interessadas na rede Bitcoin precisam gerar mais estabilidade adotando boas práticas de governança.

Entre as medidas sugeridas estão o estabelecimento de métricas para variáveis-chave que possam identificar preventivamente se as mudanças de software são necessárias bem antes destas mudanças de percurso surgirem.

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Governança das criptomoedas
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