A criptomoeda virtual Bitcoin ganhou a capa e várias páginas da última edição da revista inglesa The Economist, a mais respeitada publicação sobre economia do mundo.

E o criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto, acaba de ser indicado para o prêmio Nobel de Economia de 2016.

Deixando de lado o curioso fato de que ninguém viu ou sabe quem é Satoshi Nakamoto – ou se esse é o nome verdadeiro dele, onde ele mora, onde estudou – o Bitcoin está sendo reconhecido como uma revolução nas finanças como conhecemos.

Segundo a Economist, a tecnologia que dá suporte ao Bitcoim, conhecida como “blockchain”, permite que pessoas sem qualquer contato ou confiança uma na outra transacionem dinheiro sem passar pela intermediação de uma autoridade neutra.

Nunca houve nada igual no mundo desde a criação das moedas no Século VII a.C.

E as mudanças não param por aí.

Um artigo publicado na edição 29 da revista CEO, editada pela consultoria PwC, alerta para o fenômeno da desintermediação e sua versão mais visível, o chamado “shadow banking”.

O termo que, segundo o autor do artigo, foi cunhado pelo economista Paul McCulley em 2007, define organizações que atuam à “sombra” do sistema bancário, oferecendo seus produtos e serviços sem submeter-se a suas regulamentações.

Esse tipo de organizações-sombra está se espalhando cada vez mais. E embora no Brasil ainda sejam incipientes, já é possível encontrar plataformas virtuais oferecendo empréstimos e cartões de crédito que, livres das pesadas estruturas bancárias tradicionais, conseguem “quebrar” os estratosféricos custos financeiros (juros, spreads e tarifas) cobrados no Brasil.

Parece tentador para quem investe e toma crédito…e é.

Mas os riscos desses novos sistemas ainda estão por ser revelados.
 

CONTINUAR LENDO
1 0