Por Danylo Martins

Geralmente com taxas mais atrativas em relação ao crédito pessoal, o chamado empréstimo consignado é uma alternativa para funcionários públicos, aposentados, pensionistas do INSS ou para quem trabalha em empresa que possui convênio com algum banco para oferecer essa modalidade.

Segundo uma pesquisa feita pelo portal Meu Bolso Feliz, do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), três em cada dez brasileiros (34%) já fizeram empréstimos consignados. Como o risco de calote é muito baixo, pois as parcelas são descontadas da folha de pagamento, esse tipo de crédito acaba sendo mais barato e popular.

Veja informações sobre essa modalidade e quando vale a pena contratá-la.
PARA QUEM É INDICADO

Para quem necessita de crédito, com exceção do financiamento imobiliário e crédito para aquisição de veículos.
VANTAGENS

– Juros baixos: em geral, as taxas são menores do que as cobradas no empréstimo comum. Segundo informações da Anefac, hoje um cliente paga no cheque especial uma taxa de juros média mensal de 8,28% ao mês (159,76% ao ano), no cartão de crédito de 10,70% ao mês (238,67% ao ano) e em um empréstimo normal em banco de 3,45% ao mês (50,23% ao ano), enquanto no crédito consignado paga uma taxa de 1,92% ao mês (25,6% ao ano). Pelo site do Banco Central, também é possível consultar os percentuais médios praticados pelos bancos.

– Limite definido: de acordo com as determinações do Banco Central, o valor da parcela do empréstimo não pode ser maior do que 30% do salário ou da aposentadoria do tomador do crédito. Se um trabalhador ganha R$ 1.800 por mês, o valor de cada parcela não pode ser maior do que R$ 600, por exemplo.

– Troca de dívida: pode ser bom para sair de uma dívida cara por outra mais barata. Mas é preciso conviver, por um tempo, com um salário menor.
CUIDADOS IMPORTANTES

– Avalie a necessidade: o crédito precisa ser usado com planejamento e dentro da sua condição de pagamento. Compare as diferentes possibilidades antes de contratar um empréstimo.

– Opte por prazos curtos: dentro do possível, faça o empréstimo em prazo mais curto. Isso ajuda a economizar com os juros pagos na operação e evita comprometer o salário por muito tempo, período em que você pode correr riscos ou ter imprevistos.

– Pesquise os custos: ? é muito importante comparar entre as instituições o Custo Efetivo Total (CET) cobrado, ou seja, a soma de taxa de juros e encargos financeiros. Leve em conta, nessa análise, o prazo para pagamento.

– Instituição autorizada: procure sempre um banco ou um correspondente bancário autorizado pelo Banco Central. No caso de beneficiário do INSS, verifique se a instituição está na lista das que são convenidas ao INSS. Veja informações aqui.

– Conheça as condições: fique atento às condições oferecidas e às características da modalidade, já que parcelas podem custar a partir de R$ 20, os prazos e taxa de juros variam conforme com o acordo feito por você e a empresa. É fundamental ler o contrato antes de assinar.

– Evite usar o dinheiro para pagar empréstimo de parentes: embora familiares possam prometer o pagamento em dia, é importante tomar o cuidado, principalmente no caso de aposentados, que têm as parcelas descontadas do benefício. “Tenho visto que muitos consumidores, principalmente os aposentados, acabam fazendo empréstimos consignados para levantar dinheiro para algum parente com a promessa de que o mesmo irá pagar as parcelas do financiamento e acaba ficando com dificuldade de sobrevivência na medida em que este seu parente não pagou o referido empréstimo”, diz Miguel de Oliveira, da Anefac.

Fontes consultadas: Miguel José de Oliveira, diretor de estudos econômicos da Anefac, associação que reúne executivos de finanças e contabilidade; Banco Central; Previdência Social/INSS e SPC Brasil.

 

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