A charge do João Figueiredo ilustra bem o que acontece com os títulos de renda fixa. Quando tem mais pessoas comprando o papel o preço sobe, fica mais caro e eles estreitam a taxa embutida no título.

Já quando esses investidores vendem o título e saem da aplicação o preço cai e a taxa embutida do papel aumenta.
Ocorre que, quem comprou o título quando ele estava caro e vendeu quando o preço caiu vai embolsar um prejuízo, perder dinheiro. Comprou caro e vendeu barato.

Já quem fez o movimento inverso, comprou barato e vende quando o preço está em alta embolsa um lucro. Foi o que aconteceu com os investidores que compraram as NTNs-B no início de 2012 e venderam no início de 2013.
O nome deste movimento, ilustrado pela charge, é risco de mercado. Um risco inerente a todo investimento e que significa a oscilação de preço do ativo.

Mas há outro risco nas aplicações de renda fixa, o de crédito. Significa o risco de o emissor do papel não honrar o título no vencimento. No caso dos títulos do Tesouro Nacional, o menor risco do mercado.

Se o risco de crédito é baixo, ou seja, o emissor é um bom pagador, aqueles que permanecem com o título em carteira receberão a taxa pactuada no vencimento, independentemente da oscilação de preço do papel.
E por que então o nome renda fixa na aplicação? Porque você tem um fluxo de pagamentos de juro fixo.

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