Há razões históricas para cada um deles, mas o certo é que se quiser melhorar a performance de sua vida financeira, o brasileiro terá que enfrentar esses tabus. Para retirar essa pedra do caminho de suas finanças, o melhor é buscar informação. Ela, você sabe, é o grande aliado do investidor de sucesso.

Augusto Miranda, executivo responsável por gestão de portfólio do HSBC,  identificou três tabus bem marcantes na clientela brasileira:

1-     Dívida é ruim – sim, dívida cara, acima de sua capacidade de pagamento e sem planejamento é ruim. Mas mesmo no Brasil, onde o custo do endividamento ainda é muito alto, há casos em que a dívida pode ser uma excelente opção, até mesmo a melhor alternativa.

Um exemplo clássico é o Fies, o financiamento subsidiado para estudantes universitários. Se você se enquadra no perfil que pode tomar esses recursos vale a pena sim usa-los para pagar a faculdade. Por que? Porque ele é tão barato que até a remuneração da caderneta de poupança é maior do que o custo do financiamento.

Assim, pague a faculdade com os recursos do Fies e deixe na poupança o dinheiro que você iria tirar do seu orçamento para pagar a mensalidade da faculdade. No final do curso você terá o dinheiro para pagar o financiamento e ainda poderá embolsar uma boa parte do rendimento da poupança.

2-     Investir no exterior é ilegal – já foi. Hoje não é mais. Você pode inclusive fazer isso em reais, aplicando por meio de fundos de investimento que aplicam parte da carteiras em ativos no mercado internacional. No ano passado, os fundos multimercados com melhor performance foram justamente aqueles que tinha parte da carteira aplicada em ações nos Estados Unidos.

3-     Não se pode abrir mão da liquidez – este nasceu da comodidade que o brasileiro sempre teve de ter altas taxas de juro mesmo para aplicações ao alcance da mão, ou seja, que pode sacar a qualquer momento. É uma distorção e aconteceu porque a instabilidade monetária no Brasil gerava tanta desconfiança que a única forma de o governo vender seus títulos (se financiar) era pagando juros altos mesmo em papéis de curtíssimo prazo. Isso mudou e vai mudar cada vez mais. Todo investidor que quer mais retorno tem que abrir mão da liquidez diária.

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