1 – Por que a incansável insistência de negar um déficit que foi reconhecido e ajustado por todos os governos anteriores, quando existem melhores razões para reduzir a carga contributiva a partir da reforma?

  • Está aí um bom ponto para colocar na mesa de negociações. Com a aprovação da PEC 286 haverá um impacto atuarial e até mesmo de redução de desembolsos já no presente. Se é assim, não seria possível otimizar o nível de contribuição? Isso incentivaria as empresas a um grau de investimento maior.

2 – Se a Reforma propõe idade mínima de 65 anos, não seria prudente discutir as novas condições de trabalho e mercado, criando condições de empregabilidade para este contingente?

  • As ideias que têm surgido em muitos fóruns que debatem o tema são muitas e vão desde incentivos a empresas para contratarem adultos acima dos 55 anos de idade até regras trabalhistas mais flexíveis para esta faixa etária.

3 – Por que não defender um benefício mínimo maior do que o salário mínimo em vez de redução da idade, uma vez que dois terços da população já se aposentam por idade e recebem nessas condições?

  • As principais mudanças, acredite, não mexem com os segmentos menos favorecidos da população. Por isso, a artilharia de críticas à Reforma provém dos grupos organizados que seriam fortemente atingidos. Esse grupo se aposenta por tempo de contribuição alcançando níveis de benefícios sensivelmente maiores do que os dois terços já mencionados. Se aposentam em média aos 55 anos de idade e não param de trabalhar, mas enxergam o benefício da aposentadoria como uma complementação de salário.

Esses são alguns exemplos que nos levariam a ter um bom combate nesta discussão tão relevante para a economia brasileira. Mas não atendem necessariamente aos interesses dos detratores mais mobilizados.

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