Uma medida importante para encontrar o valor ideal para o seguro de vida é a renda mensal.

“Caso você tenha um cônjuge com dependência financeira parcial e não tenha filhos, uma cobertura securitária de 12 vezes o seu salário pode ser adequada, ou seja, se você ganha R$ 10 mil por mês, seu seguro deve possuir uma cobertura de R$ 120 mil”, explica economista e advogado Keyton Pedreira, especialista em gestão de seguros e benefícios.  

A dependência do cônjuge é um dado essencial nesse cálculo. No caso de dependência total (o cônjuge não trabalha ou tem renda muito abaixo da do principal provedor), o mais provável é que ao falecer o provedor, o dependente dificilmente conseguirá compensar a queda da receita familiar em um primeiro momento. Terá que reorganizar-se, reciclar-se e aguardar uma boa oportunidade no mercado de trabalho para transformar-se em provedor. Isso pode levar quatro, cinco anos, dependendo da formação anterior do viúvo, desta forma a cobertura do seguro deve equivaler em alguns casos até 60 vezes o salário.

Para proteção em casos de invalidez, seja por acidente por ou doença, o ideal é que se busque seguros que garantam uma renda vitalícia, de no mínimo 50% da renda atual. Desta forma, é eliminado o risco do esgotamento do valor do seguro de vida tradicional que é recebido à vista, uma vez a situação de invalidez irá requerer cuidados até o final da vida, explica Pedreira.

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