Dois passos são fundamentais na contratação de seguros: solicitar e ler as condições das apólices, checando se atende às suas necessidades, e responder correta e verdadeiramente às questões formuladas pela seguradora no ato da contratação.

“Utiliza o carro para trabalhar?” Essa é uma das muitas questões que aparecem no formulário de contratação de um seguro. Muita gente se confunde na hora de responder a essa questão, afirma Silvio Giannini, diretor da corretora Segurar.com. 

A menos que seja um taxista, um representante comercial ou que o automóvel seja o veículo de transporte de carga ou passageiros de uma empresa, a resposta a essa questão é “não”, diz Giannini.  Muita gente se confunde e responde “sim” porque pensa que usar o carro para se locomover na ida e volta do trabalho é usar o carro para trabalhar. Mas não é.

“O formulário de contratação de seguro é um documento com força jurídica, e isso tem sido reconhecido até por Procons e pelo Poder Judiciário”, explica o advogado João Marcelo Máximo dos Santos, do escritória Santos Beviláqua, especialista em direito securitário.

Responder de forma correta e completa as questões formuladas pela seguradora evita problemas futuros, inclusive a perda do direito de receber a indenização. Por exemplo, se o pai contrata o seguro em seu nome, mas quem dirige é o filho (a) ou a (o) companheira (o), isso tem que ser relatado no contrato. Vale o mesmo para o local onde o automóvel fica estacionado, existência de garagem em casa e para o usuário de celulares e equipamentos eletrônicos

“No caso de respostas incorretas ou incompletas, por exemplo, ocorrendo acidente ou roubo durante horário ou em local em que tipicamente o carro está com o(a)  filho(a), se ficar comprovado que quem estava com o carro não era a mesma pessoa do contrato, a seguradora pode negar a indenização”, alerta Santos.

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