Por Danylo Martins

A conta de luz para os paulistanos ficou mais cara desde o começo do mês. O aumento médio será de 18,06% para os clientes residenciais, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Como se não bastasse a luz mais salgada, a inflação continua a correr o poder de compra do brasileiro. A expectativa é de que o principal índice, o IPCA, fique em 6,44% neste ano, de acordo com a mais recente pesquisa do Banco Central (BC) a partir das projeções de instituições financeiras. O percentual está acima do chamado centro da meta, que é de 4,5%. Resultado: preços de produtos e serviços mais elevados.

Com quase tudo mais caro, o jeito é encontrar alternativas para economizar. O chamado consumo sustentável ou consumo consciente é uma forma de contratar produtos e serviços pensando no futuro. Simples ações no dia a dia, como diminuir o desperdício de água e energia, podem ser muito úteis para você e para a sociedade como um todo.

Veja algumas dicas de como consumir de maneira sustentável:

– Saiba usar o crédito

O uso de cartão de crédito e outros meios de pagamento deve ser feito sem comprometer a capacidade de renda disponível. Essa prática começa pela definição de um orçamento, que aos poucos precisa se tornar hábito.

– Envolva a família

Fazer um plano com todos da família é um bom jeito de economizar. Isso inclui cortar despesas supérfluas ou evitar desperdícios, reduzindo o tempo no banho ou desligando os equipamentos eletrônicos que não estão sendo usados. Esse esforço em conjunto pode ser mais produtivo do que tentar fazer tudo sozinho.

– Ensine as crianças

Para um filho, ficar sem determinado brinquedo pode ser algo doloroso. Vale a pena mostrar o “outro lado” da história: com o dinheiro economizado, será possível fazer uma viagem no ano seguinte, por exemplo. Esse diálogo com as crianças, mostrando o propósito de se economizar, é fundamental para que o assunto dinheiro faça parte do ambiente familiar. Leia mais aqui.

– Use dinheiro “vivo”

Experimente deixar, por alguns dias, os cartões de crédito e débito em casa, e use só dinheiro para fazer pagamentos. Segundo os especialistas, pagar em dinheiro “vivo” faz você pensar antes de gastar, o que evita o consumo desenfreado ou por impulso. Veja mais aqui.

 

Fontes consultadas: Adriana Rodopoulos, economista; Fernando Cosenza, diretor de sustentabilidade da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito); Maria Zanforlin, superintendente de serviços ao consumidor da Serasa Experian; Ministério do Meio Ambiente.

 

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