Segundo a pesquisa da Standard & Poor”s Financial Literacy Around the World, apenas 33% dos adultos no mundo são considerados financeiramente alfabetizados.

Em um total de 143 países pesquisados, o Brasil ocupa a 67ª posição, com 35%.

Na visão da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país tem um programa consistente de educação financeira. É o que afirma a pesquisadora Adele Atkinson que orienta a pesquisa anual da organização sobre educação e inclusão financeiras.

Preparando-se para vir ao Brasil para a 3ª Semana Nacional de Educação Financeira, Adele deu uma entrevista por email para o Letras & Lucros. Leia alguns trechos da entrevista:

L&L – Como a educação financeira pode ajudar?

Adele Atkinson – O mais importante é encontrar soluções efetivas para ensine as pessoas a não comprometer mais do que podem de sua renda e ajude-as a sair do sobre endividamento. Isso pode requerer uma abordagem compreensiva sobre como elaborar um orçamento mais efetivamente, compreender as implicações dos empréstimos na renda da família e encontrar formas de lidar com seus impulsos para gastar dinheiro que elas não têm.

L&L – Qual sua avaliação sobre o projeto brasileiro de Educação Financeira Cidadã?

Atkinson – O programa do Brasil é altamente consistente com os princípios de alto nível acordados entre os líderes do G-20 em 2012 e que foram a base para as estratégias nacionais de educação financeira. Tem uma clara liderança, envolve os participantes nas consultas e implementação de medidas e foca em públicos chave. Importante também é que inclui a coleta de dados e avaliação de grupos focados e pesquisa de dados quantitativos.

L&L – Que pontos do projeto a Sra. destacaria?

Atkinson – É importante focar em grupos mais vulneráveis com educação financeira – junto com proteção ao consumidor – porque geralmente não têm acesso a orientação e nem os recursos financeiros para fazer um curso. Os jovens pobres frequentemente estão diante de desafios específicos, incluindo exclusão financeira e então os projetos que são pensados para atender a estas necessidades são de extremo valor, dando a oportunidade de construir uma resiliência financeira no futuro. Reconhecemos também o uso de mecanismos digitais como um caminho potencial para atingir um grande número de pessoas e entregar a elas recursos sob medida, embora saibamos pouco sobre quanto efetivo eles são em alterar comportamentos. Nesse sentido, estamos olhando com grande interesse para o programa brasileiro, para aprender mais sobre seu impacto.

Foto: Pixabay

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