Emprestar o cartão de crédito ou até mesmo fazer um empréstimo no banco para alguém sem crédito na praça. Muitas vezes, a gente faz de tudo pra salvar um amigo ou um parente que esteja em apuros, né? Mas saiba que isso pode acabar não só com a relação, mas também com as contas.

Dos brasileiros que conseguiram acertar as parcelas e sair da inadimplência nos últimos 12 meses, 24% deles contaram que haviam chegarado ao vermelho porque emprestaram o próprio nome a terceiros. Os dados são de uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Mais da metade (51%) dessas pessoas fizeram isso com a intenção de ajudar quem fez o pedido, enquanto 16% ficaram com vergonha de dizer não.  

Em 27% dos casos, o pedido veio de amigos. Quase empatados em segundo lugar, vêm os pais e os filhos, com 14% cada, os cônjuges, com 13% e os colegas de trabalho, com 12%.

A pesquisa mostrou ainda que na maior parte dos casos, o empréstimo de nome se deu por meio do cartão de crédito (35%) ou cartão de loja (20%). Em seguida, vieram os financiamentos (17%) e os empréstimos pessoais (14%).

Se você receber um pedido desses, cuidado.  “A pessoa que pede esse tipo de favor, geralmente, já tem o próprio nome com restrição ou está com a vida financeira desorganizada, então o risco de não receber o valor gasto é alto. Não se deve emprestar o nome sem antes refletir sobre as consequências dessa decisão. Do ponto de vista legal, quem emprestou o nome é sempre o responsável pela dívida feita”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

É… Essa situação pode não acabar nada bem. Prova disso é que em apenas 32% dos casos, quem pediu o nome emprestado está pagando a dívida por conta própria. O mais comum é que quem emprestou acabe pagando sozinho a dívida. Foi o que revelaram 53% dos entrevistados.

 

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