A inflação voltou ao patamar de dois dígitos. Segundo o último relatório do IBGE, o principal índice de preços da economia brasileira, o IPCA, fechou novembro em alta de 1,01%. Isso significa que a inflação acumulada em doze meses chegou a 10,48%, o maior percentual desde novembro de 2003.

Como eu venho dizendo nos comentários da CBN, a inflação é o grande risco do país hoje. Não é calote dos títulos públicos, não é confisco – nada disso está no radar dos analistas e não teria nenhum sentido porque a crise brasileira é mais política.

Bem, dito isso, o que podemos fazer para nos proteger da inflação? Quem tem dinheiro guardado deve aproveitar o momento de fim de ano para fazer um balanço de sua carteira. Se tem algum dinheiro na caderneta de poupança, é hora (na verdade até já passou da hora) de resgatar e trocar por algo mais rentável.

Até a novembro, a poupança rendeu apenas 7,29% , perdendo feio da inflação.
Para quem vai investir agora, a melhor opção são os títulos do Tesouro nacional, especialmente o Tesouro Selic. Sempre indicamos título do Tesouro porque é o papel com a maior rentabilidade conjugada com o menor risco de crédito do país, ou seja, que tem a menor probabilidade de calote. Mas há várias outras boas opções no mercado, é questão de pesquisar.

O planejador financeiro Francis Brode Hesse indica que com a perspectiva de alta dos juros – isso tem sido aventado pelo Banco Central – o melhor entre os títulos do Tesouro são os papeis pós fixados atrelados à Selic e IPCA.

Mas Hesse faz um alerta importante: quem já tem uma aplicação em andamento, que não seja em poupança – em títulos do Tesouro ou fundos e títulos que não têm liquidez mensal – deve tomar cuidado ao passar de uma aplicação para outra, por causa da tributação.

“Tudo depende do planejamento de poupança de cada um”, diz Hesse, lembrando que entrar hoje, mesmo que seja em título do Tesouro, para sacar mês que vem pode resultar em prejuízo na hora do resgate com a incidência de IOF e Imposto de Renda.

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