Com o dólar batendo recordes de alta quem vai viajar para o exterior pode contar com algumas dicas preciosas para repensar seus planos de hospedagem, passeios, transporte e mesmo a forma como vai comprar moeda estrangeira para viajar e fazer compras lá fora.

Compre moeda aos poucos
A primeira dica para quem vai comprar moeda estrangeira para viajar é tentar fazer com o máximo de antecedência para fracionar sua compra. A dica do Mathias Fischer, co-fundador da MeuCâmbio, para uma pessoa que vai comprar 2 mil dólares, por exemplo, é dividir a comprar em quatro vezes de 500 dólares, em um intervalo ao menos quinzenal.

“O intervalo permite que o mercado reaja às notícias e que a pessoa consiga alcançar um valor médio e não sofra um impacto tão grande da variação cambial”, explica o executivo do marketplace de operações de câmbio. A plataforma permite criar alertas quando a moeda desejada chegar ao valor que o cliente deseja ou quando tiver uma variação de 3% para baixo ou para cima.

Avalie se vale levar dólar ou comprar a moeda local
Uma dica é ver se vale levar o dólar ou diretamente uma moeda local. “Para Argentina, Chile, Peru e Uruguai, por exemplo, levar dólar é mais interessante do que a moeda local”, lembra o executivo. Ele fez uma simulação mostrando que levar mil dólares no lugar da moeda local pode trazer uma economia de mais de 1.800 reais na Argentina e e cerca de 500 reais nos outros países. Vale evitar trocar moedas no aeroporto porque o câmbio nunca é favorável.

Evite compras no cartão de crédito
Levar papel moeda é a alternativa mais econômica de todas para viajar, em função do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) muito mais baixo para compra de moeda em espécie (1,10%) do que em operações com cartão pré-pago ou de crédito (6,38% de IOF por transação).

Mathias argumenta que o pré-pago ainda é uma opção mais interessante ao cartão de crédito porque é possível negociar uma taxa fixa de câmbio na hora de carregar o cartão e há mais segurança do que levar o papel moeda na viagem. Além disso, para quem não vai fazer compras em dólar, ele alerta que o cartão faz duas conversões. “Uma compra de 100 euros, o cartão de crédito vai converter 105 euros para dólar e depois para reais. Você teria de pagar duas vezes o spread de câmbio e no pré-pago não”, compara.

Teste a senha do cofre do hotel
Outra dica do especialista para quem vai guardar dinheiro e documentos no cofre do hotel é fazer o teste da senha de segurança do cofre. “Se o cofre não abrir com as senhas padrão (1234, 0000 ou 9999) está seguro. Caso contrário outras pessoas podem eventualmente conhecer a senha”, alerta.

Repense sua hospedagem
Custos com hospedagem podem pesar até mais do que a passagem. O Fabricio Moura, criador do blog Vou na Janela, recomenda que o viajante abra seus horizontes. “Talvez seja mais interessante ficar em um hotel mais afastado e usar o transporte público até o centro ou procurar alternativas com preços mais acessíveis no Airbnb ou Booking.com. Vale a pena ir a uma lanchonete ou em um café”, aconselha.

Busque passeios gratuitos
A Roberta Noris, que é publicitária e tem mais de dez anos de experiência em viagens acessíveis, recomenda as caminhadas turísticas gratuitas, ou Free Walking Tours. “O guia faz um passeio de duas a três horas contando a história da cidade e os principais pontos turísticos. No final você dá uma gorjeta ao guia, o que é muito mais econômico”, afirma. Além de buscar por “free walking tours” no Google a Roberta indica os passeios do Sandemans New Europe com passeios em cidades da Europa e dos Estados Unidos.

Os guias em áudio também são formas de economizar tanto em museus como em passeios sem perder informações importantes. Veja uma seleção de guias de áudio gratuitos que você pode baixar e acompanhar off-line – a maioria em inglês.

Outra dica dos viajantes é pesquisar dias da semana com desconto ou até com entrada grátis em museus que você deseja visitar. “Na Europa você tem o passe de transporte público que oferece descontos em outras atrações”, acrescenta Roberta. O Fabricio também lembra que fazer reservas online em museus pode economizar  dinheiro e o tempo em filas. “No Museu do Louvre, em Paris, é mais barato comprar pela internet com hora marcada”, ele lembra.

Planeje seu roteiro e anote os gastos diários
Começar o dia sabendo o que você vai visitar em cada lugar é uma dica para evitar surpresas no fim da viagem. “Seja na planilha ou em um caderno, planejamento é tudo nesse momento”, nota Fabricio. A Roberta lembra que é importante anotar o quanto você gasta diariamente para equilibrar os gastos. Ela indica o aplicativo Currency para ajudar a controlar os gastos em reais. Entre os aplicativos que costumam ajudar os turistas no controle de gastos estão o Tripcoin (também em português) e o Trip Expense Manager .

Divida as despesas
Roberta lembra que ficar em hostels também ajudar a dividir as despesas com outros hóspedes. “Sempre tem uma galera disposta a dividir um taxi, um passeio ou uma comprinha no mercado. São lugares que estimulam o compartilhamento”. O aplicativo Splitwise ajuda a dividir as contas.

Prepare refeições rápidas e busque os restaurantes dos locais
Comer fora todos os dias pode engordar suas despesas, especialmente no exterior. A dica da Roberta é buscar acomodações que tenham espaço para cozinhar. “Preparo comidas fáceis como um lanche, uma salada ou uma massa”.

Outra recomendação é buscar os restaurantes frequentados pelos locais. “Procuro em blogs, grupos no Facebook ou peço dicas para os donos de uma pousada ou Airbnb”, conta a publicitária. “Claro que você vai querer experimentar a culinária local então reserve um ou dois restaurantes legais e nos outros dias você equilibra”, ela aconselha.

Encontre pontos de Wi-Fi grátis
Entrar no roaming internacional é sempre um perigo, mesmo com os pacotes das operadoras. O aplicativo Wi-Fi Map consegue rastrear pontos de Wi-Fi gratuitos para te dar uma força. Mas se a viagem for de mais de dez dias e você não quiser depender das redes Wi-Fi pesquise se há planos de dados locais que não exigem taxa de adesão.

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