No último trimestre do ano, a taxa de desemprego no país ficou em 11,6%, segundo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atrás dessa porcentagem, estão 12,2 milhões de brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

Em relação ao 3º trimestre, a taxa recuou 0,3 ponto percentual, foi de 11,9% para 11,6%. O número positivo foi puxado pelos setores comércio, transporte e comunicação. “As principais atividades com aumento [na taxa de ocupação] se relacionam com as eleições, a Black Friday e a contratação temporária para o fim de ano”, afirma Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Aumento da informalidade

A queda no desemprego foi puxada, mais uma vez, pelo crescimento do trabalho informal. Houve um aumento de 3,8% no número de trabalhadores sem carteira assinada no último trimestre de 2018 em relação ao terceiro trimestre do ano.

Já a quantidade de brasileiros na informalidade bateu recorde: eram 23,8 milhões no fim do ano passado; número que subiu 2,8% de 2017 para 2018.  “Isso reflete uma tendência que vínhamos observando, do aumento da informalidade se opondo à queda na desocupação”, explica Cimar Azeredo. “A taxa anual de desocupação, de 12,3%, mesmo sendo um pouco menor que a de 2017, está muito acima do ponto mais baixo da série, de 6,8% em 2014”, completa.

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