Você anda com o cartão de crédito e o de débito na carteira?! E prefere usar qual?! No Brasil, o cartão de débito aparece em mais transações do que o de crédito. Mas em valores o crédito fica na frente.

Vamos esmiuçar isso? Relatório do Banco Central mostra que em 2017, foram registradas 7,9 bilhões de transações com cartão de débito e 6,4 bilhões com o de crédito. Mas as transações com cartão de crédito somam 731 bilhões de reais contra 495 bilhões de reais do cartão de débito.

Ou seja: valores mais altos, geralmente, vão para o cartão de crédito. “A recessão pegou o consumidor de forma ampla, mas atingiu especialmente as classes mais baixas que perderam seu poder de compra. Muitas vezes, a pessoa não tem dinheiro para passar a compra no débito. Prefere, então, parcelar sem juros no crédito”, explica Juliana Inhasz, professora de economia do Insper.

E se você tiver um controle em relação a isso, se conseguir pagar a fatura total no fim do mês, não há problemas. O cartão de crédito pode ser um bom aliado. Ele acumula milhas e traz o detalhamento das compras na fatura – ou seja: você sabe para onde o seu dinheiro está indo. Tem medo de perder o controle?! Aí o jeito é baixar com o limite do cartão. “A redução do limite pode ser solicitada à operadora do cartão a qualquer momento sem restrição ou custo”, explica Ione Amorim, economista do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Mas é claro que você precisa colocar na balança o valor da anuidade do cartão de crédito pra ver se vale a pena ter um.

 

Veja mitos e verdades sobre o cartão de crédito

 

  • Se eu passar um valor bem baixinho – tipo 3 reais – o banco vai me cobrar uma taxa – mito!

 

Não pode ter cobrança de taxas ou tarifas em função do valor a ser pago. O que o estabelecimento pode fazer é dar um descontinho extra pra quem vai pagar em dinheiro. Mas isso independe do valor gasto. Está na Lei 13.455/17. “Não foi definido o percentual do desconto, mas é esperado que  seja próximo da taxa repassada às operadoras dos cartões, que fica em torno de 5%”, explica Ione Amorim.

 

 

  • Posso ter que pagar para aumentar o limite em uma emergência – verdade!

 

Quando o cliente supera o limite disponível, o banco entende que é possível cobrir o saldo no momento da compra. Segundo o Idec, nesse caso, poderá ser cobrada uma tarifa de avaliação emergencial de crédito.

 

 

  • As lojas podem exigir um valor mínimo para uma compra com cartão de crédito – mito!

 

A loja pode até não aceitar cartão de crédito ou de débito. E aí tem que ter um aviso em um lugar visível. Agora, se o estabelecimento aceita cartão ele não pode estipular um valor mínimo para a transação.

 

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