Você já reparou que esquecer o smartphone em casa tá ficando mais complicado do que deixar a carteira? Pensando bem, faz sentido já que o seu banco está no celular, você consegue pedir um carro pelo celular, garantir o almoço, fazer compras, abastecer o carro, pagar um café para o colega e muitas outras coisas. No primeiro semestre de 2018, mais de um terço das compras feitas pelos brasileiros no e-commerce foram feitas por dispositivos móveis, segundo a pesquisa Webshoppers.

“Quando a gente fala de cinco anos atrás ainda existia uma limitação tanto do consumidor como do próprio vendedor de entender as vantagens e entrar nesse mundo. O que aconteceu, há quatro anos, foi uma revolução digital e de serviços”, compara Gabriela Szprinc, head de Pequenas e Médias Empresas do PayPal Brasil. Em 2018, 34% das 9,9 bilhões de transações com PayPal foram feitas pelo celular.

A empresa de pagamentos online que nasceu em 1998 no Vale do Silício se popularizou no mundo todo com a proposta de facilitar a experiência de pagamento no e-commerce e percebeu que o celular seria a próxima onda. No Brasil, onde conta com 3,5 milhões de usuários ativos, o PayPal fortaleceu sua presença nas parcerias com os aplicativos de transporte, como Uber e 99. O serviço foi o primeiro parceiro das bicicletas Yellow e também é uma opção para quem precisa abastecer o carro. Na rede de postos Shell, por meio do aplicativo Shell Box, é possível pagar pelo combustível sem sair do carro e sem usar a maquininha de cartão. O Brasil é o segundo país, depois da Inglaterra, a colocar o sistema em prática.

Praticidade é a palavra-chave de quem quer ganhar espaço no mundo dos pagamentos móveis. Essa também é a meta da brasileira PicPay, empresa criada em 2012 que aposta na oferta mais ampla possível de pagamentos em um único aplicativo de carteira digital. “Estávamos muito inquietos com a fragmentação dos meios de pagamento, como acessar a conta corrente de uma forma, pagar uma pessoa de outra, fazer uma compra de outra’, lembra Diogo Roberte, um dos três fundadores da PicPay. “Com o celular a gente teria oportunidade de mudar a relação das pessoas com o dinheiro”, lembra o executivo da empresa que hoje tem 10 milhões de usuários no país.

A estratégia, segundo Roberte, é criar uma carteira digital agnóstica, incluindo diversos meios de pagamento e um portfólio amplo de produtos para fazer com que a pessoa abandone a carteira física. Hoje, o PicPay é aceito de mais de 1,2 milhão de estabelecimentos com máquinas Cielo e também permite que você compre créditos de Uber, de transporte público, games online, pague boletos bancários e transfira dinheiro para seus colegas interagindo como em uma rede social. “A diferença é que o consumidor ganha mais tempo com uma experiência de pagamento que é muito mais rápida”, comenta Roberte.

Os bancos também estão entre os parceiros destes serviços de pagamentos. Na última semana, o PicPay anunciou uma parceria com o Banco Original, passando a incluir o cartão virtual do banco como uma opção para os usuários que desejarem contratar o serviço. Já o PayPal tornou-se aliado do Itaú, em agosto do ano passado, para oferecer seus serviços a clientes do banco e também oferecer seus serviços a varejistas credenciados pela Rede – credenciadora de cartões do grupo Itaú Unibanco.

“Nossa missão é democratizar os serviços financeiros e chegar ao máximo de gente que a gente puder”, comenta a executiva do PayPal que está de olho no hábito de compras mais segmentado do brasileiro pelas redes sociais. “A cauda longa está surgindo demais no comércio online e nas redes sociais, por meio das vendas por WhatsApp, Instagram e Facebook”, ela afirma. Para alcançar mais empreendedores, a empresa apostou até em uma funcionalidade para envio e recebimento de pagamentos por e-mail. A ideia, segundo ela, é ajudar o pequeno empreendedor a dar o próximo passo.

Há uma série de funcionalidades para você usar o celular como meio de pagamento, mas quando será que as carteiras digitais serão realidade para a maioria dos brasileiros? Se a gente continuar nesse ritmo, segundo a Gabriela, a carteira física vai deixar de andar no bolso de 90% da população em 5 anos. “A próxima geração não vai saber o que é papel moeda de verdade”, ela prevê.

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