Se você vê as contas – e as dívidas – se acumularem, saiba que não está sozinho. A inadimplência bateu recorde em abril, quando 63,2 milhões de brasileiros tinham contas em atraso, segundo a Serasa Experian.

Sair dessa lista – e não voltar – não é tarefa fácil. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que 78% são reincidentes, ou seja, nos últimos 12 meses, já estiveram no cadastro de devedores e agora voltaram à mesma situação.

Mas sair dessa de uma vez por todas é possível. E, claro que a equipe do Letras & Lucros te ajuda! Veja as dicas dos especialistas.

1. Anote os gastos

A primeira recomendação é: coloque tudo no papel. Ou em tempos digitais, na planilha no computador, no bloco de notas do celular ou em aplicativos que ajudam a organizar as finanças. O importante é saber quanto entra todo mês e pra onde vai esse dinheiro. A partir disso, você avalia que despesas pode cortar.

2. Renegocie suas dívidas

Conseguir taxas de juros mais baixas é fundamental. Veja para quem você está devendo. Os juros do cheque especial e do cartão de crédito são os mais altos do mercado, podendo passar de 300% ao ano. Uma boa alternativa é recorrer a um empréstimo, com juros mais baixos, como o consignado, e assim pagar as outras dívidas de uma vez só. Lembre-se de pedir um belo desconto aos credores por fazer o pagamento à vista. Outra vantagem é que com uma única dívida – a do empréstimo – o risco de se perder nas contas é menor.

3. Renegocie com o credor

Não tenha vergonha de abrir o jogo e pedir desconto na hora de renegociar a dívida. “Uma dica importante é procurar o credor sabendo exatamente o quanto você deve, o quanto sua dívida aumentou por causa de juros e o quanto você consegue pagar por mês para sair dessa situação. Muitos bancos e financeiras possuem canais especializados na internet e por telefone para facilitar esse tipo de negociação. É comum as empresas fazerem acordos por preferirem receber um valor inferior ao previsto inicialmente do que nenhuma quantia”, explica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli. Mas só aceite a nova proposta se o valor couber no bolso porque se você não cumprir o acordo feito, os novos termos são cancelados.

CONTINUAR LENDO
1 0