Ponha o empregado em primeiro lugar e a empresa vai agradecer. Isso é o que mostra pesquisa recente da University of Exeter Business School. Segundo ela, gestores dotados de empatia e dignos de confiança são aqueles que levam seus times a alcançar melhores resultados. São chamados de “líderes que servem”, porque se esforçam para criar e manter uma cultura de bem-estar para os colaboradores. O levantamento reviu 130 estudos independentes que já haviam sido publicados, coletando as evidências da ligação entre esse estilo de liderança e o aumento da produtividade.

Em sua apresentação, o professor Allan Lee, coordenador do trabalho, disse que esse líder “é o gestor ético e confiável, que tem interesse genuíno no desenvolvimento do time, por isso traz resultados positivos. Como os empregados se sentem empoderados, tornam-se mais criativos”. Ele teve a colaboração de Joanne Lyubovnikova, da Aston Business School, que também fica no Reino Unido; e de Amy Wei Tian e Caroline Knight, da Curtin University, em Perth, Austrália. O estudo foi publicado no “Journal of Occupacional and Organizational Psychology”.

O mundo corporativo mudou enormemente nas últimas décadas. A tecnologia acabou com a jornada tradicional e muitos trabalhadores podem produzir em qualquer lugar, incluindo sua própria casa. No entanto, uma coisa permanece: a força que tem o senso de pertencer a uma comunidade. O sentimento de lealdade é poderoso combustível para a superação de expectativas. O chefe autoritário, que exige vassalagem dos funcionários, pode ter um time obediente, mas que vai se limitar a cumprir ordens.

Embora os estudos apontem para a importância da qualidade nas relações entre os trabalhadores, não somente entre subordinados mas também em relação às chefias, as empresas ainda insistem em dar as costas para essa constatação: de acordo com levantamento do instituto de pesquisas Development Dimensions International sobre estilos de liderança, apenas 40% dos líderes têm esse perfil.

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