A queda de 4,5% da atividade econômica no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior foi muito pior que o esperado. Os números divulgados pelo IBGE apontam para que 2015 seja o mais longo período de recessão desde o governo Collor – que confiscou o dinheiro das contas bancárias em 1990.
Se não for interrompida a trajetória de queda do PIB – e nada indica que será tão cedo – essa poderá ser a pior e mais duradoura recessão da história.
Mas, como em tudo na vida, a recessão também tem seus aspectos positivos. Um deles é o declínio da demanda, levando os preços para baixo.
O alerta é de Satoshi Fukuura, CEO da Siscom, uma importante empresa de recuperação de crédito. Ele lembra que esse é um bom momento para renegociação de dívidas com os credores, principalmente quem tem empréstimos com garantia de bens como imóveis e automóveis e não está conseguindo pagar.
Com o mercado em baixa, mesmo que o credor retome o bem dado em garantia não terá o que fazer com ele.
“Os bancos têm interesse em resolver porque não têm como revender”, diz Satoshi.
Afinal, a dívida foi feita em cima de um bem avaliado em “x”, que agora está valendo muito menos. Banco não é imobiliária, nem estacionamento e a manutenção de bens em estoque custa dinheiro.
Mesmo que consiga revender, o valor que vai receber não cobre seus créditos.
O recado é esse: se ficou desempregado ou por qualquer outro motivo não consegue pagar suas dívidas, renegocie. A chance de sair da agência com uma conta menor para pagar mês que vem é grande.
Boa sorte!
 

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