Aos poucos, as criptomoedas lideradas pelo Bitcoin, rompem a barreira das plataformas de negociação específicas para moedas digitais, as exchanges, e chegam a mercados tradicionais. Uma das expectativa está na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), que vai negociar contratos futuros de Bitcoin em dezembro.

O anúncio foi feito no inicio da semana em comunicado oficial da Intercontinental Exchange (ICE), que é proprietária da bolsa de Nova York. A oferta será realizada pela Bakkt, uma startup criada no início do ano pela ICE com a proposta de criar “um ecossistema global aberto e regulado para ativos digitais”.

Com o anúncio, a Bakkt poderia começar a oferecer contratos futuros de bitcoin liquidados fisicamente em dezembro, marcando a primeira oferta relacionada à criptomoeda na nova plataforma.

A Bakkt vai armazenar os Bitcoins apoiando o contrato de futuros no ICE Digital Asset Warehouse. Isso só depende da aprovação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, agência do governo norte-americano que regula os mercados de futuros e opções. Inicialmente, esperava-se que a bolsa fosse lançada em novembro.

Os contratos futuros de Bitcoin serão compensados ​​através da ICE Clear US, outra subsidiária da dona da Bolsa de Nova York. De acordo com o comunicado oficial da ICE , cada contrato futuro deve representar um Bitcoin, será negociado em dólar e “um contrato diário será listado para negociação a cada Dia útil da Bolsa”.

A possibilidade de atrair novos investidores para os criptoativos em um ambiente regulado como a NYSE traz uma perspectiva positiva para o mercado em torno do Bitcoin, que hoje está cotada a 6.500 dólares e tem apresentado uma certa estabilidade nos últimos meses.

Uma pesquisa divulgada esta semana pela empresa MarketsandMarkets, prevê que o mercado de criptomoedas deverá crescer de 1,03 bilhão de dólares em 2019 para 1,40 bilhão de dólares em 2024, com uma uma taxa de crescimento anual de 6,18%.

Entre os fatores que impulsionam o mercado de criptomoedas, segundo o relatório, estão a transparência das tecnologias de contabilidade distribuída, como o blockchain, o alto custo de remessas transnacionais, as flutuações nas regulamentações monetárias e o crescimento dos investimentos em capital de risco.

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