Após um semestre difícil para o mercado de criptomoedas, o Bitcoin animou os investidores esta semana superando a marca dos US$ 7 mil dólares pela primeira vez em mais de 30 dias.

Na quarta-feira, dia 18, a moeda chegou a valer US$ 7.500 dólares, uma alta de mais de US$ 1.000 dólares em uma semana. Neste sábado, o Bitcoin está valendo pouco mais de US$ 7.400 dólares, com variação positiva de 0,85%.

A alta do Bitcoin gerou reflexos positivos para outras criptomoedas, como já de costume. Entre as moedas que tiveram ganhos expressivos destacam-se o Ethereum negociado a US$ 502, o Ripple que chegou a US$ 0,50 e o Litecoin que passou dos US$ 90 dólares, de acordo com o índice da CoinMarketCap.

Mas afinal o que conduziu o Bitcoin a esta alta e será que a moeda retoma o ritmo de crescimento?

Especialistas estão atribuindo a repentina ascensão do Bitcoin a vários endossos de profissionais de peso no mundo financeiro. Por exemplo, o novo executivo-chefe do banco de investimentos americano Goldman Sachs está supostamente interessado no mercado.

Em sua nomeação para o cargo, David Solomon disse que o Goldman estaria procurando adicionar mais serviços de bitcoin e criptomoedas no futuro.

Paralelamente, a BlackRock, uma grande empresa de gestão de fundos de hedge vem construindo silenciosamente com uma força-tarefa para investigar os usos do bitcoin e da tecnologia blockchain no mercado.

E o ânimo foi tanto que o mercado nem se abateu com as declarações de um congressista norte-americano sugerindo proibir as moedas virtuais. Em seu discurso de abertura no Subcomitê de Política Monetária e Comércio na quarta-feira, o congressista Brad Sherman pediu a proibição de compra e mineração de criptomoedas para todos os cidadãos dos EUA.

O argumento de Sherman para banir as moedas virtuais nos Estados Unidos fazia uma comparação entre as criptomoedas e o dólar. Segundo ele, “o papel do dólar americano em um sistema financeiro internacional é um componente crítico do poder dos EUA” e o Bitcoin e outras criptomoedas poderiam abalar esse componente.

Embora grande parte da audiência girasse em torno da política monetária, as partes que falavam especificamente sobre as criptomoedas revelaram uma oposição geral à ideia de uma moeda virtual do banco central.

Isso porque vários bancos centrais em todo o mundo têm investigado a ideia de usar alguns dos conceitos de tecnologia por trás do bitcoin e outras criptomoedas, como o blockchain, como parte de novos sistemas monetários totalmente digitais.

Paralelamente, o Comitê de Estabilidade Financeira, sediado na Suíça, divulgou um relatório segundo o qual as bitcoins e as criptomoedas não representam um risco significativo para o sistema financeiro global.

Na avaliação do órgão financeiro internacional, que é formado por membros das principais economias do mundo e da Comissão Europeia, as criptomoedas “não representam um risco material para a estabilidade financeira global neste momento”.

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Bitcoin tem alta e anima investidores
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