A crise acabou com o sonho da casa própria de muita gente. E os reflexos disso continuam a aparecer. Juntos, os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander) fecharam o ano passado com R$ 18,7 bilhões de reais em bens retomados como garantias de empréstimos de inadimplentes. Imóveis representam cerca de 90% desse total – ou 16,8 bilhões. O levantamento é do jornal Valor Econômico.

Com esses ativos na mão, os bancos costumam recorrer a leilões para vender esses bens, E será que aí mora uma boa oportunidade de negócio? Talvez. Mas é preciso ter calma. Veja a seguir o passo a passo para descobrir se o negócio vale a pena.

1. Tente visitar o imóvel

É uma compra grande, então nada de fazer isso por impulso. Se tiver chance, vá pessoalmente visitar o imóvel. Com isso, você vai conhecer melhor o bairro e pode ter a chance de conversar com vizinhos. Mas não é só esse o ponto. Já dá para ter uma ideia também se o local vai precisar ou não de uma reforma. Esse gasto também deve ser considerado na hora de fazer as contas.

2. Pesquise

Veja quanto vale o imóvel do seu interesse em sites e apurações com corretores. A partir disso, você pode ter uma ideia se o desconto oferecido no leilão é mesmo atraente ou não. Não se esqueça de colocar nessa conta o estado do imóvel e também possíveis dívidas.  

3. Consulte um advogado

Pra evitar dor de cabeça no futuro, essa é uma recomendação importante. O advogado pode fazer uma pesquisa nos fóruns para descobrir se tem algum processo contra o antigo proprietário ou o imóvel. Lembre que os débitos da propriedade também são repassados ao novo comprador. Geralmente, os bancos dão desconto no imóvel levando em conta o valor dessa dívida.

4. Leia o edital

Não é gostoso ler o edital, mas é muito importante. Lá, deve constar o seguinte: a data do leilão, o lance mínimo, quem é o vendedor e também detalhes do valor do IPTU e condomínio.

O edital também deve trazer outro ponto fundamental na sua decisão: se o local ainda está ocupado. Se estiver, luz amarela! Vamos supor que o banco tenha pego o imóvel de volta, mas os antigos moradores não tenham saído dali. A remoção deles vira responsabilidade do novo comprador. Para isso, muitas vezes é preciso entrar na Justiça com uma ação de imissão de posse. Aí entra mais um gasto! E mais uma baita dor de cabeça!

5. Faça e refaça as contas

A gente nem precisa lembrar que você não deve dar um passo maior do que a perna. Antes de deixar o leiloeiro “bater o martelo”, coloque todos os gastos na ponta do lápis: IPTU, condomínio, possíveis reformas, a comissão da empresa que faz o leilão (que costuma ficar em cerca de 6% do valor do bem), além dos imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI) e o registro no cartório. Não vá entrar em uma dívida que você não possa pagar!

 

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