Empresas e consumidores devem ganhar opções com taxas mais atrativas ao tomar crédito por meio das jovens empresas que buscam inovar no setor financeiro, as fintechs. Este é o efeito esperado com uma nova determinação do Banco Central que facilita a entrada das fintechs de crédito com capital estrangeiro no sistema financeiro nacional.

A medida publicada na terça-feira (30/10) deve trazer mais investimentos e competitividade ao setor, já que elimina um processo, muitas vezes longo, de avaliação do governo e autorização da Presidência, para a aceitação de uma fintech de crédito com capital de fora no sistema.

“Uma regulamentação é bem-vinda nos modelos de negócio em que haja insegurança jurídica, como é o exemplo das fintechs de crédito”, analisa Mathias Fischer, diretor da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs). Hoje, segundo a associação, 21% das startups de tecnologia para o setor financeiro estão na área de crédito.

A determinação do Bacen dá um novo impulso a estas empresas que, até o primeiro trimestre deste ano, dependiam dos bancos para atuar.

A declaração de independência veio no fim de abril, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN), aprovou novas regras que eliminavam a intermediação dos bancos e criavam dois tipos de instituições financeiras: as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP), que podem intermediar empréstimos entre pessoas físicas, e as Sociedades de Crédito Direto (SCD), para tomada de crédito ou financiamento com empresas.

Para o diretor da ABFintechs, a flexibilização nas regras do banco Central também abre portas para mercados internacionais. “A medida também favorece a competição internacional, uma vez que essas fintechs brasileiras estejam mais capitalizadas”, analisa Fischer.

A nova decisão do Banco Central já era bastante aguardada por fintechs que já possuem investimentos estrangeiros. “Foi uma notícia ótima e só faz aumentar o interesse de investidores estrangeiros nesse setor”, afirma Francisco Ferreira, fundador da BizCapital, uma SCD que já possui capital estrangeiro.

A fintech, que oferece empréstimos para capital de giro a micro e pequenas empresas, anunciou recentemente um investimento de R$ 20 milhões liderado pelo fundo norte-americano Quona Capital. A missão do Quona é promover a inclusão financeira de mercados emergentes na América Latina, África e Ásia.

O empresário e o diretor da associação concordam que o consumidor será beneficiado com a nova regra. Segundo eles, a partir do momento em que nós temos um ambiente favorável a investimentos estrangeiros, as empresas tendem a crescer mais, ganham mais concorrentes e conseguem oferecer taxas de juros menores.

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