Neste mês de outubro, o Bitcoin completa dez anos, e todos querem saber qual será o destino das criptomoedas, especialmente em uma fase pouco emocionante como a atual. Neste sábado (6), um Bitcoin está valendo cerca de US$ 6.600 dólares, o que não representa uma grande variação na última semana. Em relação ao mês passado, quando a moeda chegou a US$ 6.200, também não estamos falando de grandes altos e baixos. Seria este um ponto de amadurecimento das criptomoedas?

Em momentos de como este, a entrada de instituições mais tradicionais neste segmento, como bancos ou universidades, por ser um sinal positivo. Esta semana, a Bloomberg noticiou o investimento da universidade de Yale em um novo fundo de criptomoedas.

De acordo com fontes próximas, a instituição está entre os investidores que ajudaram a levantar US$ 400 milhões para um fundo de investimentos direcionado a ativos digitais. O fundo, chamado Paradigm, foi iniciado recentemente pelo co-fundador da Coinbase, principal exchange dos Estados Unidos, ao lado de um ex-sócio da empresa de capital de risco Sequoia Capital e de um ex-funcionário do fundo de criptomoedas e blockchain Pantera Capital.

O investimento de Yale vem do que os americanos chamam de endowments ou ‘dotações’. Estes fundos criados com doações de apoiadores, ex-alunos e empresas permitiram que entidades educacionais criassem uma fonte para sustentar ou complementar suas atividades com menos dependência de novas doações e patrocínios. Hoje, segundo a Bloomberg, o fundo de Yale tem US$ 30 bilhões de dólares. E o responsável por esse investimento é David Swensen, que é o gestor do fundo de Yale desde 1985. Ele ficou  conhecido como o “Warren Buffett de Yale” por conta de seu sucesso em investimentos com a dotação da universidade.

Em um mercado com muitas incertezas e ainda sem regulação, o endosso da Swensen aos criptoativos é significativo.

No total, os fundos de dotações das faculdades norte-americanas possuem cerca de US$ 550 bilhões em ativos. A universidade de Yale tem o segundo maior fundo no ensino superior, atrás de Harvard. Sob a liderança de Swensen, o fundo de Yale retornou 11,8% em média nos últimos 20 anos, de acordo com a reportagem.

O interessante é que quase 60% dos ativos da universidade estão direcionados para investimentos alternativo, em 2019, incluindo capital de risco, fundos hedge e aquisições alavancadas, de acordo com a instituição.

Outro ponto positivo é que o novo fundo Paradigm tem como sócio um dos mais conhecidos fundos de investimento de capital  de risco do Vale do Silício. A Sequoia Capital tem empresas como Apple, Google e Instagram no portfólio.

Os envolvidos não quiseram comentar a história de Yale, mas em junho, um dos sócios do Paradigm, disse à Bloomberg que os investidores estão de olho em projetos em estágio inicial focados em criptomoedas, blockchain e exchanges.

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