sou microempresário no setor de serviços....entrei muito forte no meu capital de giro para fins comerciais e infelizmente misturei com os compromissos pessoais... perdemos uma grande conta de um cliente potencial e nosso rendimento bruto caiu consideravelmente, mas os compromissos continuam altos e preciso equilibrar as contas, as despesas pessoais e da empresa continuam me atormentando, mesmo reduzindo onde dá....sei que ainda preciso diminuir... ,mas...qual o caminho? escola dos filhos, compromissos bancários, financiamento imobiliário... entre outras....help!!!!

 A luz de alerta já acendeu e, neste caso, você precisa tomar algumas medidas imediatas. O primeiro passo é separar completamente a administração das suas contas de pessoa física e de pessoa jurídica, mesmo que ambas permaneçam no mesmo banco. Comprometer sua conta pessoal para honrar compromissos da empresa e vice-versa, é um procedimento que acaba complicando ainda mais as coisas.

O segundo passo é mesmo cortar seus custos, tanto na empresa quanto na sua casa. Aqui no nosso site, na seção Na dívida, você encontra informações que podem ajudá-lo a definir prioridades nestes cortes.

Este momento requer que você entenda sua real situação financeira e comece a operar dentro de uma nova realidade orçamentária. Procure aproximar ao máximo os valores das suas despesas às suas novas receitas e caso seu nível de endividamento esteja muito acima das suas atuais possibilidades, procure seus credores e fornecedores para iniciar uma renegociação das dívidas, evitando que elas saiam ainda mais do controle.

Francis Hesse, consultor financeiro da F. Hesse Consultoria, recomenda que você procure cursos que ensinam a administrar melhor o fluxo de caixa e o orçamento da sua empresa. O SEBRAE oferece uma série de opções neste sentido. Outra ideia é recorrer à ajuda de consultores para os quais possa expor suas dificuldades e que podem auxiliá-lo na resolução dos problemas.

Outra dica dada pelo consultor: a partir do momento que você começar a se recuperar, procure fazer uma certa poupança, algo que garanta um fôlego para um período de aproximadamente seis meses. Isso vale tanto para a empresa quanto para seu planejamento pessoal, pois vai ajudá-lo a superar com mais tranquilidade eventuais períodos de “vacas magras”no futuro.

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