As criptomoedas foram tema de discussão esta semana no encontro do G-20, em Buenos Aires. A maior parte do grupo que reúne países desenvolvidos como Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra e países em desenvolvimento, como Argentina, Brasil e Índia, começa a enxergar as moedas virtuais não como dinheiro, mas mas como ativos. Na prática, isso pode representar maior cobrança de impostos pra quem negocia e quem lucra com as moedas virtuais, conforme alerta uma reportagem da Bloomberg.

Aqui no Brasil, é necessário pagar impostos quando o ganho de capital é superior a R$ 35.000,00. E o imposto deve ser pago até 30 dias após a realização deste ganho ou o contribuinte vai pagar multas.

E você que está preenchendo a declaração do IR e que comprou e negociou bitcoins no ano passado, não pode se esquecer de incluir as informações na declaração, seja qual for o valor negociado, ok? A gente tem um podcast recente só com dicas sobre declaração de bitcoins e altcoins no imposto de renda.

Nos Estados Unidos, a declaração de ganhos com criptomoedas virou um problema. Apenas uma pequena fração dos americanos está relatando suas negociações em moedas virtuais ao Internal Revenue Service. Dados da Credit Karma mostram que menos de 100 das primeiros 250.000 declarações de imposto de renda enviadas a partir de fevereiro deste ano nos Estados Unidos incluíram informações sobre ganhos e perdas com criptomoedas.

Juntando esta questão a outras preocupações como lavagem de dinheiro, especulação e crimes digitais, o G-20 não deixou o assunto das criptomoedas escapar das discussões desta vez.

Uma das propostas do grupo é criar uma estrutura regulatória internacional para o mercado de criptomoedas. A França propôs medidas específicas, como como a proibição de depósitos e empréstimos em moedas virtuais ou a oferta de investimentos com base em criptomoedas – referindo-se às ofertas iniciais de moedas, as ICOs. Os franceses também sugerem a criação do status legal de “provedores de serviços de ativos de criptografia” como um primeiro passo para a regulamentação do setor.

Mas o G-20 em si não chegou a uma conclusão sobre o que fazer sobre as criptomoedas. Por enquanto, o que os bancos centrais e ministros das finanças fizeram no encontro foi pedir que os órgãos reguladores de seus países monitorem as moedas virtuais.

Em julho podemos ver mais novidades. Segundo o governador do banco central da Argentina houve demanda na cúpula do G-20 para apresentar recomendações específicas no próximo encontro do grupo.

E você acredita que as moedas virtuais devem ter regras estabelecidas por autoridades reguladoras? Mande seu comentário ou sua dúvida. Pode ser na área de comentários do post ou pelo e-mail ibolso@letraselucros.com.br 🙂

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O olhar do G-20 para o mundo dos bitcoins
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