A massa de salários, deflacionada pelo IPCA, cresceu 2,3% no acumulado dos doze meses até novembro de 2017, contra mesmo período anterior. Os dados de dezembro ainda não estão disponíveis, mas deve ter fechado o ano com um crescimento superior a 3%, o maior desde 2013. Inflação menor e recuperação do emprego significam mais dinheiro no bolso do devedor que tem dívidas em atraso. Como no Brasil estar negativado é um transtorno, parte deste dinheiro adicional foi canalizado para o pagamento de dívidas, o que fez a inadimplência cair. Em 2018 este processo vai continuar, provavelmente de maneira mais intensa.

 

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